sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Raven Smith


Da série The Worst Day of My Life
via http://www.thisphotothat.com/

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A importância de outro ponto de vista

"Insone, debruçado na janela e no escuro, entre o calor que entrava e o frio que saia do quarto, olhava as poucas vidas acordadas dentro dos outros apartamentos. Um em frente, mais alto, mantinha a TV sempre ligada com luz tremulante e azulada, um outro, um dos poucos sem ar condicionado, tinha uma luz fria e um ventilador de teto. Ali – uma puta morava – ele tinha certeza – vendo o vulto fumar como ele na janela – sempre tarde, já madrugada. Naquela época, era para ela, para aquela mulher que fantasiava uma longa história que o levava a gozar. E foi dela que um dia ele se aproximou quando caminhava na Atlântica de noite, era ela fazendo ponto, era ela o vulto. Quando estava pertinho, ouviu: E então? Vamos fumar esse baseado juntos um dia? Quando entrou no apartamento do ventilador de teto e luz fria correu para a janela para ver o ponto de vista da vizinha insone. A sensação que teve foi a de ter entrado dentro de um espelho, vendo às avessas o que durante toda a vida tinha visto de um só jeito, de um só lado."

Escrevi este trecho do meu livro A Foto lembrando dos fundos dos prédios em Copacabana mas imagino também que tenha escrito inspirado na configuração do prédio onde morava Sophia Loren e Marcello Mastrioianni no filme Una Giornatta Particulare, de Ettore Scola.
Nunca esqueci daquele pátio romano.
Achei essa foto no flickr ( na galeria de gnegnabaffa) que me fez viajar para aquela Roma instantaneamente:

Outro ponto de vista

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Concert for Anarchy, Rebecca Horn, 1990
via http://www.we-make-money-not-art.com/ no site a imagem ilustra review do livro "Art and Eletronic Media" da Phaidon, de Edward A Shanken

o piano de Rebecca Horn me fez pensar no cavalo de Maurizio Catellan,
Novecento, na Bienal de Sidney, 1997
Maurizio Cattelan's 
Novecento.
Ou no Superdome de Daniel Firman,
Palais de Tokyo, 2008

[wursa2.jpg]

Denise Colomb

Denise Colomb : Sans titre, réticulation, Martinique, 1948 © Ministère de la Culture - Médiathèque du PatrimoineDenise_Colomb.jpg
Haiti, 1958, Martinique, 1948 Denise Colomb : Pointe-à-Pitre, Guadeloupe, 1948© Ministère de la Culture - Médiathèque du Patrimoine
Guadeloupe, 1948

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Mika Ninagawa


Jytte Høy

Muleta de Borracho



Tengo una piedra en el zapato y me molesta
Tengo una piedra no me deja caminar
La gente pasa ni siquiera me saluda
Hasta me empujan y se rien al pasar.

Voy por las calles mas oscuras de este barrio
Voy por las calles sin un alma alrededor
Me estoy cayendo de mi cuerpo temblequeante
Me estoy cayendo sin tener donde caer.

La vida del que toma es así
Nunca con quien hablar
Siempre solo y triste, sucio y flaco
Sucio y flaco en el zaguán

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Pedra

Maurízio Catellan
*
Deus de vez em quando me castiga. Me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra. Mas o certo não é ver a pedra quando pedra é o que há? Se olho para uma pedra e vejo outra coisa é porque meus olhos estão perturbados. Pois é isso mesmo que a poesia faz: a gente olha para a pedra e vê uma outra coisa que não está lá. Isso que a gente vê na pedra não está na pedra, está dentro da gente, na alma. (...) A poesia é uma alteração da percepção visual. Chego a temer que, algum dia, ela venha a ser classificada como droga alucinógena…”
*
Adélia Prado

Like a Rolling Stone



No começo parece mais uma animação com objetos, mas não é.
...é muito muito incrível!
É dele: http://www.tsujikawakoichiro.com/

Thank you: http://www.itsnicethat.com/

domingo, 15 de novembro de 2009

Leminski

"já me matei faz muito tempo
me matei quando o tempo era escasso
e o que havia entre o tempo e o espaço
era o de sempre
nunca mesmo o sempre passo
morrer faz bem à vista e ao baço

melhora o ritmo do pulso
e clareia a alma

morrer de vez em quando

é a única coisa que me acalma"
p. leminski

Eastwood modelo

EastwoodEastwoodEastwood
Clint Eastwood num ensaio para a Playboy.
via o ótimo http://chainedandperfumed.wordpress.com/

sábado, 14 de novembro de 2009

Kazuyo Sejima + Ryue Nishizawa / SANAA


O escritório de arquitetura deles, SANAA, criou projetos na Europa, EUA e Japão.


Ou a Dior, Ginza, Tokyo:

foto Mark Burdett
Ela, Kazuyo Sejima, vai presidir a Bienal de Arquitetura de Veneza, 2010.

Ari Marcopoulos


The Change is Higher/White Room Tokyo

Flo, Primo Marella Gallery, Milano

Fear God Exhibition NYC
[ari+marcopoulos+_Jean+Michel+bathing.jpg]
Jean Michel bathing

Andy Warhol, 1981, by Ari Marcopoulos, © Ari Marcopoulos courtesy The Project.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Sebastián Ingrassia

...atendendo a pedidos - o livro de Sebastian Ingrassia é este.

2 imagens e 1 frase

[image294.jpg]
Raimond Wouda /www.raimondwouda.com
*
David_Hockney.jpg
© 2009 David Hockney
Hawthorne Blossom, Woldgate No. 4, 2009
oil on canvas
Photo by: Jonathan Wilkinson
*
I NEVER READ,
I JUST LOOK
AT PICTURES.
ANDY WARHOL

Ryan McGinley







Mc Ginley foi o mais novo artista a expor no Whitney, NY. O trabalho dele, descreve o catálogo da exposição, mostra uma história de libertação e hedonismo.

Corcovado


Alto do Corcovado antes do Cristo

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Mark Newport

10_captain-america--2007.jpg10_batman-2-2005.jpg10_rawhide-kid-2004_v2.jpg
© Mark Newport
Lã acrílica e botões,
- Capitão América
- Batman 3
- Rawhide Kid
+ em http://www.marknewportartist.com/

Uma menina, um menino

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Dois Meninos

© Takashi Homma
*
foto de Sebastián Ingrassia
Série de fotos dos colonos Alemães em Entre Ríos/AR.

Carlo Gesualdo, Herzog


O aristocrata Carlo Gesualdo (1566 aprox.-1613) encontrou a mulher e um homem na cama. Matou os dois de maneira brutal. Antes, conta a lenda, obrigou o homem a vestir uma roupa da mulher. O amante morreu de vestido implorando pela vida. O traído mutilou os corpos e os largou na porta do palácio. Rumores ainda dizem que matou o próprio pai e também um filho por suspeitar de sua paternidade. Casou-se depois com Leonora D’Este - a mesma que no post seguinte aparece apaixonada pelo poeta Torquato Tasso. Mundo pequeno! Ela, filha de Lucrecia Borgia. O casamento não vingou. Ele retira-se em seu castelo, melancólico e culpado. Aprofunda-se em estudos musicais e compõe os madrigais mais expressivos da Renascença. Amor, dor, morte, êxtase e agonia – palavras repetidas nas suas composições de forma vibrante. Gesualdo inovou nas suas composições. Criou um estilo único e próprio. Deixou vasta obra. Célebre compositor dos Motetos Marianos. Célebre assassino e, suspeita-se, assassinado pelo próprio filho que teve com a adúltera!
Anatole France, Júlio Cortazar, Aldous Huxley fizeram literatura a partir do personagem. Strasvinsky arranjou seus madrigais em “Monumentum pro Gesualdo”. O cineasta Werner Herzog fez um filme em 1996 para a TV alemã: “Morte para Cinco Vozes”, filmado no próprio castelo de Gesualdo.

*

Torquato Tasso, Goethe

A ação de passa em abril de 1575 no castelo de Beriguardo, residência de verão dos duques de Ferrara. Nesta cena abaixo a princesa Leonora d'Este (vide Carlo Gesualdo) e a condessa de Scandiano, também Leonora, estão conversando sobre o poeta Torquato Tasso. Estamos no primeiro ato. O poeta ainda não entrou em cena. Aprendemos pelo diálogo que trata-se de uma figura especial - um artista, um poeta. Tasso é figura curiossíssima: "...esteve várias vezes recolhido em conventos e manicômios, e foi, numa dessas ocasiões, que lhe roubaram os manuscritos do seu poema maior "Gerusalemme Conquistata", publicado sem sua autorização. O poema suscitou vivas polêmicas, que agravaram ainda mais o estado do poeta. Doente e na miséria passou a mendigar proteção e favores ora numa côrte, ora noutra, recebendo já no último ano de sua vida, a graça duma pensão papal." A peça de Goethe é magnífica.

Leonora:

"Compreendo Tasso;
seu olhar não vê essa terra,
sua audição capta a consonância da Natureza.
O que a história nos oferece,
o que a vida nos dá, ele colhe:
seu espírito reúne a diversidade
e seu coração anima a matéria.
Ele enobrece o ordinário,
e aos seus olhos o que apreciamos não é nada.
O homem maravilhoso nos convida a caminhar
ao seu lado, e a dividir;
quando parece se aproximar, à distancia se detém,
parece fixar-nos mas são espíritos o que vê.
(...)
Não é a nós que ele ama – perdoe se o digo!
Em todas as esferas ele recolhe o que ama,
Transportando-o para um só nome, o nosso,
para que possamos dividir o que ele experimenta;
acreditamos amá-lo, mas só amamos o
ideal que podemos amar."




Na imagem, Tasso declama seu poema para as Leonoras...Adoro também uma das falas finais de Tasso, quando já é considerado um louco:

Tasso:

"Sou miserável como pareço? Fraco como se vê? Tudo está perdido? A Terra terá tremido? Não, tudo está aqui, e eu não sou mais nada; perdi-me perdendo a princesa."

Na pintura de Luigi Mussini (1813 – 1888) Tasso lê seu poema para Leonora D'Este.

Este trecho final cito no meu livro, Sr. R:

"A natureza deu-nos as lágrimas, o grito de dor, quando o homem, no fim, não suporta mais - mais ainda, ela me deu, para lamentar esse abismo de miséria, a melodia e a linguagem; e se o homem cala sua dor, um deus permitiu-me dizer o que sofro."

Na imagem, Tasso repreendido pelo Primeiro Minsitro do Duque.

traduzi a partir da versão francesa de Bruno Bayen - fui assistente de Bruno numa montagem desta peça em Paris (1989), numa produção da Comédie Française com Muriel Mayette, Catherine Hiégel e Marcel Bozonnet. Muriel hoje é a "presidenta" da Comédie.

Daniel Van Flymen

em imagens selecionadas
*
em outubro em NY

Flores, gato


As flores são da feira. O gato é do Efraim.

A Religiosa Portuguesa

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Cavalos


Édouard Manet. "L'Amazone à cheval" ou "Portrait de Marie Lefébure". 1871/ MASP

foto de Antonio Torres Sánchez

Picasso