

Da série The Worst Day of My Life
via http://www.thisphotothat.com/
No começo parece mais uma animação com objetos, mas não é.
...é muito muito incrível!
É dele: http://www.tsujikawakoichiro.com/
Thank you: http://www.itsnicethat.com/
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O aristocrata Carlo Gesualdo (1566 aprox.-1613) encontrou a mulher e um homem na cama. Matou os dois de maneira brutal. Antes, conta a lenda, obrigou o homem a vestir uma roupa da mulher. O amante morreu de vestido implorando pela vida. O traído mutilou os corpos e os largou na porta do palácio. Rumores ainda dizem que matou o próprio pai e também um filho por suspeitar de sua paternidade. Casou-se depois com Leonora D’Este - a mesma que no post seguinte aparece apaixonada pelo poeta Torquato Tasso. Mundo pequeno! Ela, filha de Lucrecia Borgia. O casamento não vingou. Ele retira-se em seu castelo, melancólico e culpado. Aprofunda-se em estudos musicais e compõe os madrigais mais expressivos da Renascença. Amor, dor, morte, êxtase e agonia – palavras repetidas nas suas composições de forma vibrante. Gesualdo inovou nas suas composições. Criou um estilo único e próprio. Deixou vasta obra. Célebre compositor dos Motetos Marianos. Célebre assassino e, suspeita-se, assassinado pelo próprio filho que teve com a adúltera!
Anatole France, Júlio Cortazar, Aldous Huxley fizeram literatura a partir do personagem. Strasvinsky arranjou seus madrigais em “Monumentum pro Gesualdo”. O cineasta Werner Herzog fez um filme em 1996 para a TV alemã: “Morte para Cinco Vozes”, filmado no próprio castelo de Gesualdo.
*
Tasso:
"Sou miserável como pareço? Fraco como se vê? Tudo está perdido? A Terra terá tremido? Não, tudo está aqui, e eu não sou mais nada; perdi-me perdendo a princesa."
Na pintura de Luigi Mussini (1813 – 1888) Tasso lê seu poema para Leonora D'Este.
Este trecho final cito no meu livro, Sr. R:
"A natureza deu-nos as lágrimas, o grito de dor, quando o homem, no fim, não suporta mais - mais ainda, ela me deu, para lamentar esse abismo de miséria, a melodia e a linguagem; e se o homem cala sua dor, um deus permitiu-me dizer o que sofro."
Na imagem, Tasso repreendido pelo Primeiro Minsitro do Duque.
traduzi a partir da versão francesa de Bruno Bayen - fui assistente de Bruno numa montagem desta peça em Paris (1989), numa produção da Comédie Française com Muriel Mayette, Catherine Hiégel e Marcel Bozonnet. Muriel hoje é a "presidenta" da Comédie.