domingo, 3 de janeiro de 2010

Frank Glauditz


"Na série "Mare Casa", Gaudlitz pediu às pessoas no sul da Europa Oriental e Central para posar para ele em suas salas de estar, vestindo as roupas mais festivas. Para estas sessões, as pessoas abriram o melhor lugar da casa, a sala, geralmente reservada para ocasiões formais e, muitas vezes decorados com tapetes, ícones religiosos, cortinas e fotografias da família."

© Photo: FRANK GAUDLITZ
"As roupas usadas pelas pessoas nos retratos revela algo sobre as suas diferentes idéias de beleza".
"Gaudlitz nos mostra as diferentes tradições culturais que estão ameaçadas devido à expansão para o leste da União Europeia. Alguns dos destinos visitados por Gaudlitz em sua pesquisa fotográfica foram o do sul da Hungria, Voivodina na Sérvia, Dobrudja, Transilvânia, Roménia e República Bessarábia da Moldávia."
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Seleção

O site de design Spoon-Tamago escolheu alguns dos produtos postados favoritos em 2009.
Gostei mesmo do post-it versão tora de madeira.
photo0 Top posts of 2009 – No. 1  Vine Cell Charger or AC Adapter Midoriphoto1 Top posts of 2009 – No. 1  Vine Cell Charger or AC Adapter Midori
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kamiya design table 1 Top posts of 2009 – No. 4  Another Kind of Table kamiya design table 2 Top posts of 2009 – No. 4  Another Kind of Table
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img55669845 Top posts of 2009   No. 5  Creative Director Kenjiro Sano
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fujimori copper house 315x420 Copper House/ Chocolate House by Terunobu Fujimori
...e essa casa, acredite, é toda.... de chocolate!
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Ainda Paris...

Alguns parisienes continuam deprimidos. Que tal numa vitrine de Natal escolher de presente
o livro "Psicologia Patológica do Suicídio"?
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Alguns parisienses ainda fazem de cócoras...
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Saquê no Yen, 6éme
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Fechando o Le Basile, 6ème
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Pichação erudita
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La Petite Catherine de Heilbronn d'Heinrich von Kleist, direção de André Engel,
Odéon-Théâtre de l'Europe com Tom Novembre
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Árvores com lâmpadas usadas. Alguém disse sustentável?
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Un café, s.v.p.
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Aeroporto Charles de Gaulle, 23h20,31/12/2009
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sábado, 2 de janeiro de 2010

Mario Quintana

"Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,/não falaria em Deus nem no Pecado/- muito menos no Anjo Rebelado/e os encantos das suas seduções,/não citaria santos e profetas:/nada das suas celestiais promessas/ou das suas terríveis maldições.../Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,/Rezaria seus versos, os mais belos,/desses que desde a infância me embalaram/ e quem me dera que alguns fossem meus!/Porque a poesia purifica a alma/... a um belo poema - ainda que de Deus se aparte -/ um belo poema sempre leva a Deus!"

Doug Ischar

-3-3.jpg image by djmucifer

Gaudier-Brzeska

Henri Gaudier-Brzeska standing beside the carving of the portrait head of Ezra Pound.
Henri Gaudier (1891-1915) era francês, filho de carpinteiros. Conseguiu uma bolsa e foi estudar na Inglaterra. Tornou-se tradutor. Em Paris conheceu a escritora Sophie Brzeska, polaca, 20 anos a mais que ele. Viveram romance confuso (dizem assexuado) e mal aceito pela família dele.
Sophie Gaudier Brzeska by The National Archives UK.
O casal decidiu voltar para a Inglaterra. Juntaram os nomes para evitar mais problemas e viviam fingindo ser irmãos. Sem dinheiro e passando dificuldades ele consegue um emprego como escultor:
Torna-se amigo de Erza Pound. Funda o movimento "Vorticist" – prenúncio do cubismo. O farol do grupo é a Revista Blast que contava, além de Pound, com a colaboração de T.S.Eliot.
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Ex-militarista, torna-se um ferrenho militar. Morre numa batalha em 1915, aos 23 anos, atingido por uma bala na cabeça. Sophie, perturbada, é internada em hospital psiquiátrico e morre três anos depois. Pound escreveu que Gaudier era insubstituível. Suas obras estão em importantes museus. Ken Russel, em 1972, fez um filme a partir da vida de Henri Gaudier: Savage Meissiah:
Um personagem além de fotogênico, espetacular. Sophie também. Na Orleans natal de Henri Gaudier está acontecendo uma exposição, com 120 dos mais de mil croquis que ele deixou.
Seus desenhos são fortes e tão impressionantes como o olhar do artista morto tão jovem e que mesmo assim, tanto viveu. Ele pensou e repensou "a forma" - abriu caminhos e portas para a arte tal qual a conhecemos hoje:

Norbert Bisky


Norbert Bisky é alemão. Nasceu em 1970
Realismo socialista versão pop-hedonista.
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(In)digestão

“De 1942 à 1944, mais de 11000 crianças foram deportadas da França pelos nazistas com a participação ativa do governo francês de Vichy e assassinadas nos campos da morte porque nasceram judias. Mais de 500 destas crianças viviam ‘neste bairro’ (no 3ème)...muitas delas frequentavam essa escola, atualmente Lycée François Truffaut. Não as esqueceremos nunca.”

Na mesma Rue Debellemey, em Paris, está a excelente Galerie Karsten Greve. Em cartaz a exposição da dupla de artistas Adam Broomberg e Oliver Chanarin. Na série "Red House" eles mostram fotografias das pichações feitas por prisioneiros curdos nas paredes de suas celas escondidas na sede do partido de Saddam Hussein. Essas pichações foram descobertas somente em 1991 quando o lugar foi abandonado. "Estas imagens intensas capturam os detalhes isolados, bem como a criatividade dos prisioneiros que viviam na solidão, medo, tédio infinito e o horror do encarceramento.":


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© Adam Broomberg e Oliver Chanarin, The Red House 2006 Eu estava apenas inoncentemente indo para o ótimo Rose Bakery em busca de comida saudável. Encontrei...mas...
...durante a deliciosa refeição pensava nas crianças que estudavam ali na frente, sendo levadas pelos nazistas e assassinadas; assim como nos prisioneiros curdos encarcerados.

Conselho: em Paris não leia placas nem entre em galerias de arte antes do almoço e à saber: Saddam Husseim é tendência - leia post mais abaixo.
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Ano novo, vida nova!

[funny-old-lady-smoking.jpg]
via http://aima007.blogspot.com/
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"O bom das segundas-feiras, do primeiro de cada mês e do Primeiro do Ano é que nos dão a ilusão de que a vida se renova... Que seria de nós se a folhinha estivesse marcando hoje o dia 713.789 da Era Cristã?"
Mario Quintana

Rio, primeiro de Janeiro, 2010

O noviço


Ele não estava lá - e de repente surgiu - o seminarista atrasado - no último dia do ano, para onde ele corria?

Sossego

No final do século 16, numerosas epidemias de peste matavam na França. Em 1606 uma fortíssima devastou Paris. Henri IV decidiu construir um hospital destinado aos contagiosos. Convocou o arquiteto Claude Vellefaux – o mesmo da famosa Place des Vosges.

O prédio ainda funciona como hospital – no 10ème.
Ao lado da construção antiga, existe hoje um anexo moderno e feio.
Nos anos 80, eu vinha ao pátio interno do Hospital Saint Louis estudar com um ator – Jean Marie Patte - o texto de um monólogo onde ele atuava e eu era assistente do diretor do espetáculo.
Ele me apresentou o lugar – sua calma, silêncio, serenidade e beleza.

Ontem, voltei ao pátio, sempre deserto – contrariamente a Place de Vosges cada vez mais tumultuada e ocupada por turistas.
Na época em que foi construído, o Hospítal estava fora dos muros da cidade. Hoje em plena Paris - parece que literalmente viajamos no tempo ao passar por um dos pórticos que dão acesso ao pátio: E lá dentro - de repente - um silêncio maravilhoso, uma acústica que reproduz os passos pelos quatro cantos do lugar. Ninguém. Nada. Apesar da circunstância trágica no qual foi construído – apesar de pensar que tantos morreram ali – apesar de saber que muitos ainda sofrem ou renascem no prédio ao lado – talvez por tudo isso – esse lugar silencioso ofereça tanto para se sentir e pensar. Um lugar feito para curar, para refletir sobre a fragilidade da vida. Uma espécie de templo:Na mais de meia hora que fiquei ali – longe da cidade e do tempo – apenas uma companhia no pátio imenso: esse senhor não mudou de posição sentado num banco – imóvel – estaria pensando em alguém internado? Acabara de receber a notícia de uma morte, de uma doença trágica? Ou assim como eu – ele estava tomado pela paz do lugar? Queria ele, como eu – apenas o sossego?