"Na série "Mare Casa", Gaudlitz pediu às pessoas no sul da Europa Oriental e Central para posar para ele em suas salas de estar, vestindo as roupas mais festivas. Para estas sessões, as pessoas abriram o melhor lugar da casa, a sala, geralmente reservada para ocasiões formais e, muitas vezes decorados com tapetes, ícones religiosos, cortinas e fotografias da família."
domingo, 3 de janeiro de 2010
Frank Glauditz
"Na série "Mare Casa", Gaudlitz pediu às pessoas no sul da Europa Oriental e Central para posar para ele em suas salas de estar, vestindo as roupas mais festivas. Para estas sessões, as pessoas abriram o melhor lugar da casa, a sala, geralmente reservada para ocasiões formais e, muitas vezes decorados com tapetes, ícones religiosos, cortinas e fotografias da família."
Seleção
Gostei mesmo do post-it versão tora de madeira.
*
*
*
Ainda Paris...
sábado, 2 de janeiro de 2010
Mario Quintana
Gaudier-Brzeska
Ex-militarista, torna-se um ferrenho militar. Morre numa batalha em 1915, aos 23 anos, atingido por uma bala na cabeça. Sophie, perturbada, é internada em hospital psiquiátrico e morre três anos depois. Pound escreveu que Gaudier era insubstituível. Suas obras estão em importantes museus. Ken Russel, em 1972, fez um filme a partir da vida de Henri Gaudier: Savage Meissiah:
(In)digestão

Na mesma Rue Debellemey, em Paris, está a excelente Galerie Karsten Greve. Em cartaz a exposição da dupla de artistas Adam Broomberg e Oliver Chanarin. Na série "Red House" eles mostram fotografias das pichações feitas por prisioneiros curdos nas paredes de suas celas escondidas na sede do partido de Saddam Hussein. Essas pichações foram descobertas somente em 1991 quando o lugar foi abandonado. "Estas imagens intensas capturam os detalhes isolados, bem como a criatividade dos prisioneiros que viviam na solidão, medo, tédio infinito e o horror do encarceramento.":
*
Eu estava apenas inoncentemente indo para o ótimo Rose Bakery em busca de comida saudável. Encontrei...mas...
...durante a deliciosa refeição pensava nas crianças que estudavam ali na frente, sendo levadas pelos nazistas e assassinadas; assim como nos prisioneiros curdos encarcerados.
Conselho: em Paris não leia placas nem entre em galerias de arte antes do almoço e à saber: Saddam Husseim é tendência - leia post mais abaixo.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Ano novo, vida nova!
![[funny-old-lady-smoking.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgoleIkmKx5OldejwoIUJMzjMk5tilrjD_-fV3D1qq29q9nP-m3Cx7Mx3OCxmw32OXxV3nT7WecHKY_uVan8qSlhzNI9YkGPRbN-TGGgQsHmVDrE8WYW8MBWopfUdD3F9SmyS9x73f91RL5/s1600/funny-old-lady-smoking.jpg)
via http://aima007.blogspot.com/
*
"O bom das segundas-feiras, do primeiro de cada mês e do Primeiro do Ano é que nos dão a ilusão de que a vida se renova... Que seria de nós se a folhinha estivesse marcando hoje o dia 713.789 da Era Cristã?"
Mario Quintana
Sossego

Nos anos 80, eu vinha ao pátio interno do Hospital Saint Louis estudar com um ator – Jean Marie Patte - o texto de um monólogo onde ele atuava e eu era assistente do diretor do espetáculo.
Ontem, voltei ao pátio, sempre deserto – contrariamente a Place de Vosges cada vez mais tumultuada e ocupada por turistas.
Na época em que foi construído, o Hospítal estava fora dos muros da cidade. Hoje em plena Paris - parece que literalmente viajamos no tempo ao passar por um dos pórticos que dão acesso ao pátio:
E lá dentro - de repente - um silêncio maravilhoso, uma acústica que reproduz os passos pelos quatro cantos do lugar. Ninguém. Nada. Apesar da circunstância trágica no qual foi construído – apesar de pensar que tantos morreram ali – apesar de saber que muitos ainda sofrem ou renascem no prédio ao lado – talvez por tudo isso – esse lugar silencioso ofereça tanto para se sentir e pensar. Um lugar feito para curar, para refletir sobre a fragilidade da vida. Uma espécie de templo:
Na mais de meia hora que fiquei ali – longe da cidade e do tempo – apenas uma companhia no pátio imenso: esse senhor não mudou de posição sentado num banco – imóvel – estaria pensando em alguém internado? Acabara de receber a notícia de uma morte, de uma doença trágica? Ou assim como eu – ele estava tomado pela paz do lugar? Queria ele, como eu – apenas o sossego?










Aeroporto Charles de Gaulle, 23h20,31/12/2009

