Brendan Lee Tang junta a disnatia dos vasos Ming e a tecno-arte japonesa.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Morrer, dormir
"Morrer... dormir... mais nada... Imaginar que um sono põe remate aos sofrimentos do coração e aos golpes infinitos que constituem a natural herança da carne, é solução para almejar-se. Morrer..., dormir... dormir... Talvez sonhar... " Hamlet, Shaekspeare
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Ofélia, Millais, 1852
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Casagemas no seu túmulo, Picasso, 1901
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Os anões contruíram para Branca de Neve um caixão de cristal - felizmente ela nem morta estava, assim como a Bela Adormecida, que como o nome bem diz, dormia, dormia, quem sabe, talvez, sonhasse...
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Ofélia, Millais, 1852
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Casagemas no seu túmulo, Picasso, 1901
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Os anões contruíram para Branca de Neve um caixão de cristal - felizmente ela nem morta estava, assim como a Bela Adormecida, que como o nome bem diz, dormia, dormia, quem sabe, talvez, sonhasse...
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
O túmulo de Walter van Beirendonck

O obra/túmulo está na exposição The Art of Fashion : Installing Allusions, Rotterdam - Museum Boijmans Van Beuningen e também na Galerie Polaris / Paris.
Na instalação nomeada com o hipotético ano de 2357, o artista/estilista montou o seu próprio sarcófago e túmulo. Bordou também bandeiras relativas às suas coleções.
mcmo's'/Flickr/All rights reserved
Java's Machine: Phantasmagoria
"Java, devido à sua posição geográfica, tem sido um ponto de interface entre os continentes e entre os oceanos há muito tempo. Assim, a sua história cultural é uma história de sincretismo. Este "sistema" é o "combustível" de sua civilização. A "máquina" de sua cultura.
A instalação Java’s Machine: Phantasmagoria, tenta mostrar a forma / figura de um soldado, como pode ser visto no centro de Java. Podemos perceber o soldado de Java como um retrato do sincretismo, como o Javanês tenta mesclar crenças divergentes e culturas que vêm para Java. Isto pode ser notado em seus uniformes, que são, na verdade, colagens de várias culturas e tradições: Hindu, Islamismo, Ocidente e as tradições locais. Este é um novo campo de batalha para os soldados javaneses, uma guerra contra a idéia de homogeneização. "
A partir de um texto de Jompet Kuswidananto, artista indonésio que criou essa instalação que já passou por algumas bienais.
© Fotografia: Haupt & Binder
Os “jogadores de fita” anunciam um discurso gravado que descreve quem é hoje o inimigo de Java e o campo de batalha. É um discurso convidando as pessoas para enfrentar a guerra: “.... Senhoras e senhores, os inimigos em Java hoje não são apenas inimigos. Eles podem também estar sob a forma de objetos. Hoje, eles são as “redes”! Eles não atacam o corpo. Mudam os sonhos ....”
Não conheço nada da questão política em Java, nem entendi muito bem quais as redes (networks no original) que mudam os sonhos.
Independente do conteúdo político, adorei esses soldados invísiveis e seus gravadores. Não precisa entender javanês para compreender a "invisibilidade" que a obra tenta abordar.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Sr.R / Urgente
"A humanidade se encontra confrontada a uma situação de extrema urgência."
A frase está em destaque na capa do Libération desta segunda-feira, 07 de Dezembro de 2009.
Neste dia, 56 jornais do mundo - de 44 países - propõem em uníssono um só editorial que fala de um "clima de urgência".
A frase está em destaque na capa do Libération desta segunda-feira, 07 de Dezembro de 2009.
Neste dia, 56 jornais do mundo - de 44 países - propõem em uníssono um só editorial que fala de um "clima de urgência".
Generosa
O affaire é o seguinte: A mulher mais rica da França – herdeira do império L’Oréal, Liliane Bettancourt, 87 anos, para desespero da filha, está generosamente distribuindo milhões e milhões de Euros. Segundo seus advogados, isso não muda em nada o patrimônio! Os beneficiários de seguros e doações de milhões e milhões de Euros estão sendo investigados. A filha, revoltada, abriu inquérito. Acabo de ver o advogado da mãe, na TV, dizendo: “se a filha visitasse a mãe, veria que ela está em excelente estado de saúde mental – é apenas uma senhora muito generosa!”. 
Liliane, a generosa
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O maior beneficiário de tanta generosidade é François-Marie Banier, (fotógrafo e escritor). Já expos no MAM carioca e em Tokyo. Teria recebido desde 1987 o correspondente à 993 milhões de euros, incluindo telas de Picasso, Matisse, Mondrian etc....
O que Marc Jacobs (na foto) tem a ver com isso? Nada. Foi apenas fotografado por François-Marie Banier para a New Yorker.
A filha da herdeira da L'Óreal processa Banier por "abuso de fraqueza".
sábado, 5 de dezembro de 2009
Pular ou Dormir?
Os assalariados japoneses são conhecidos pela sua obediência, dedicação e obsessão pelo trabalho. Dizem os piadistas locais – são como "escravos modernos". O fotógrafo Yuki Aoyama publicou o livro “Solaryman”. Uma série de fotos mostrando os “trabalhadores que carregam uma das maiores economias do mundo nos ombros” - dando pulos!
Desespero contido? Libertação? Explosão inusitada?
Um pedido solitário: olhem para mim!
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Lembrei das famosas séries dos "salarymen" dormindo no mêtro de Tokyo, indo ou voltando do trabalho, como essa foto de Hiromy/Flickr - existem centenas:
by Mr.Sven/Flickr:
Os trabalhadores ainda dormem muito no mêtro de Tokyo - mas agora, sinal dos tempos, podem também....livremente pular, pelo menos num projeto fotográfico.
Carpir
Ouvi Tom Zé falando na TV, como sempre frases ótimas.
Entre elas: "Na vida, para você fazer alguma coisa útil, tem que carpir, carpir..."
Tão bom ouvir uma palavra esquecida como carpir, que além de siginificar capinar, pode também querer dizer chorar.
Sim, concordo, há que se carpir muito; mas podemos dizer: "Carpimos alegremente!"

Aqui, Glenn Gould, licença poética, "carpindo"!
Entre elas: "Na vida, para você fazer alguma coisa útil, tem que carpir, carpir..."
Tão bom ouvir uma palavra esquecida como carpir, que além de siginificar capinar, pode também querer dizer chorar.
Sim, concordo, há que se carpir muito; mas podemos dizer: "Carpimos alegremente!"
Aqui, Glenn Gould, licença poética, "carpindo"!
Ormond Gigli conta:
Ormond Gigli, Meninas nas Janelas, 1960

"Em 1960, quando uma equipe de construção ia demolir um prédio do outro lado do meu próprio estúdio (East 58th Street), eu estava inspirado, de alguma forma queria imortalizar aqueles edifícios. Tive a visão de 43 mulheres usando vestidos de festa adornando as janelas da fachada do "esqueleto".
Tivemos que trabalhar rapidamente para garantir a permissão da prefeitura, encontrar as modelos. O casting incluía celebridades, a mulher do supervisor de demolição (terceiro andar, a terceira da esquerda), minha esposa (segundo andar, à direita). Tivemos que garantir que a Rolls Royce estaria estacionada na calçada. Foi necessário um planejamento cuidadoso já que a fotografia tinha que ser feita durante o tempo do almoço dos trabalhadores!
No dia anterior, os prédios começaram a serem demolidos, as 43 mulheres apareceram em seus melhores trajes, entraram no edifício já semi-demolido, e tomaram seus lugares nas janelas. Eu estava na minha escada de incêndio na rua, dirigindo a cena, com um megafone na mão.
"Em 1960, quando uma equipe de construção ia demolir um prédio do outro lado do meu próprio estúdio (East 58th Street), eu estava inspirado, de alguma forma queria imortalizar aqueles edifícios. Tive a visão de 43 mulheres usando vestidos de festa adornando as janelas da fachada do "esqueleto".
Tivemos que trabalhar rapidamente para garantir a permissão da prefeitura, encontrar as modelos. O casting incluía celebridades, a mulher do supervisor de demolição (terceiro andar, a terceira da esquerda), minha esposa (segundo andar, à direita). Tivemos que garantir que a Rolls Royce estaria estacionada na calçada. Foi necessário um planejamento cuidadoso já que a fotografia tinha que ser feita durante o tempo do almoço dos trabalhadores!
No dia anterior, os prédios começaram a serem demolidos, as 43 mulheres apareceram em seus melhores trajes, entraram no edifício já semi-demolido, e tomaram seus lugares nas janelas. Eu estava na minha escada de incêndio na rua, dirigindo a cena, com um megafone na mão.
Claro, que eu estava preocupado com a segurança das modelos, já que algumas foram ousadas o suficiente, se colocando para fora das soleiras em ruínas.
A fotografia saíu como planejado. O que pareceu para alguns demasiado perigoso ou difícil de concretizar, tornou-se a minha fantasia realizada, e considero minha foto mais memorável."
via http://fansinaflashbulb.wordpress.com/
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Vários

"Men in Motion: The Art and Passion of the Male Dancer" é o novo livro de François Rousseau
Massimo Vitali - Scala dei Turchi Island, Sicília, 2009
Tomoyuki Sakaguchi
Assim como Takashi Homma, outro fotógrafo, Tomoyuki Sakaguchi, olhou para o subúrbio japonês. Noturnos e luzes artifíciais.
O livro "Home" foi lançado em 2007:
Takashi Homma
A série "TOKYO Suburbia" feita a partir da década de 1990 projetou internacionalmente o fotógrafo Takashi Homma. Depois de adolescentes, crianças e paisagens assépticas dos subúrbios japoneses e islandeses, as ondas e seus movimentos são protagonistas do trabalho de Homma.
A série "New Waves" foi feita em North Shore no Havaí desde 2000.
O livro com a série das ondas já está na Amazon:
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
O que quer dizer Katachi?
A palavra katachi em japonês é difícil de traduzir e mesmo dentro do Japão seu significado é múltiplo - pode ser forma, feitio, simetria - o casamento entre beleza e funcionalidade. Pode querer dizer as muitas formas (shapes) nas quais podemos produzir um mesmo objeto.
A palavra ainda traz conceitos de elegância e está associada a questões espirituais também.
Seria um importante conceito de harmonia.
Resumindo: se algo "é" Katachi, digamos que é "bem" japonês como o trabalho de Yuko Nishimura, por exemplo:
Imortais
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O pintor Ikuo Hirayama morreu. Ele tinha 78 anos. Aos 15 anos estava em Hiroshima quando explodiu tudo.
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Pierre Bonnard, em 2010, vai ganhar um museu na Côte D'Ázur. Região e luz que o inspiraram; onde morou e morreu em 1947.
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Ter felicidade
Quando criança, adorava ouvir um disco de Elizeth Cardoso com o Zimba Trio (!). Adorava. Ouvia sem parar. E a minha música preferida era Pressentimento. O verso "esse é o tempo ansiado de se ter felicidade" era um dos meus preferidos.
Vez por outra digo: tenho felicidade!
Pressentimento /Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho
ai! ardido peito
quem irá entender o teu segredo?
quem ira pousar em teu destino?
e depois morrer do teu amor?
ai! mas quem virá?
me pergunto a toda hora
e a resposta é o silêncio
que atravessa a madrugada
vem meu novo amor
vou deixar a casa aberta
já escuto os teus passos
procurando meu abrigo
vem, que o sol raiou
os jardins estão florindo
tudo faz pressentimento
que este é o tempo ansiado
de se ter felicidade.

E + duas "felicidades" - uma de Robert Delaunay e a outra de Matisse.
Ambas batizadas de Joie de Vivre!

Vez por outra digo: tenho felicidade!
Pressentimento /Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho
ai! ardido peito
quem irá entender o teu segredo?
quem ira pousar em teu destino?
e depois morrer do teu amor?
ai! mas quem virá?
me pergunto a toda hora
e a resposta é o silêncio
que atravessa a madrugada
vem meu novo amor
vou deixar a casa aberta
já escuto os teus passos
procurando meu abrigo
vem, que o sol raiou
os jardins estão florindo
tudo faz pressentimento
que este é o tempo ansiado
de se ter felicidade.
E + duas "felicidades" - uma de Robert Delaunay e a outra de Matisse.
Ambas batizadas de Joie de Vivre!
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