segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Flores da minha Rainha






Vênus duas vezes

Sandro Boticelli, 1845

Rineke Dijkstra, 1992

domingo, 9 de agosto de 2009


Da Série: Posso tirar uma foto com você?


Eu & Walter van Beirendonck

Boa Noite!


2 Revistas



Antonio atendendo ao meu pedido trouxe "de viagem" a Apartamento.
Uma revista espanhola sobra casa & morar sem afetação.
E comprei na Travessa a Revista de Crítica de Arte Tatuí editada no Recife. Projeto Gráfico + conteúdo sem afetação.
Editada por Ana Luiza Lima e Clarissa Diniz.
O número 5 é sobre Passado.
"O Passado é um país estrangeiro, lá eles fazem as coisas de modo diferente." L.P.Hartley, O mensageiro.

Boa tarde!


Em Torino


sábado, 8 de agosto de 2009


"Poema Trágico: Ai de Mim"


"é vão / e tudo é vão / da oca luz do brilhante / ao escuro vazio do carvão / (...) vão-se os anéis / os dedos / vão- se também, as mãos //tudo que é / escorre-se à vanidade / extinta // só sobra o nada / sem bordas / o incolor / o vão // e mesmo ele / em vão / esvai-se."

Poema de r.ponts (assim mesmo com letras minúsculas)
Na meu auto-retrato a sombra maiúscula matinal em nada trágica...

Bom-dia!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

3 Capas







Rachel Bone







?


Sr. R vai partir para a Groenlândia...


O selo comemorativo do Ano Polar está no convite para o lançamento do Sr. R - na quarta dia 12.
Alguns outros convites foram expedidos com o selo festejando os 100 anos do Theatro Municipal.

...E por falar em Perec...


Deneuve foi vaiada num teatro na Itália (ver + abaixo) porque leu ou tentou ler ( em francês e não em italiano) o texto "Eu me lembro" de Georges Perec... que diz mais ou menos assim:

Eu me lembro de jantares na grande mesa da padaria. Sopa com leite no inverno, sopa com vinho no verão.

Eu me lembro do presente Bonux disputado com minha irmã sempre que uma nova caixa era comprada.
Eu me lembro de bananas cortadas em três. Nós éramos três.

Eu me lembro de nosso carro que pegou fogo no bosque de Lancôme em 1976.

Eu me lembro dos jogos de elástico na escola.

Eu me lembro da sirene tocando, algumas tardes, na esquina da escola e que vibrava até invadir nossa casa.

Eu me lembro do Senhor Mouton, o oftalmo, que tinha um bigode branco.
Eu me lembro do odor embriagador de livros, no início das aulas.
etc...
Incrível como me lembro do que Perec lembra sem ter vivido o que Perec viveu. Fora o odor embriagador de livros, no inicio das aulas. Esse eu lembro. Lembro muito. Como se eu estivesse abrindo agora um caderno quadriculado encapado e devidamente etiquetado. Insequecível.
Na foto eu me minha irmã em Ipanema. Eu me lembro muito da prancha em que estávamos sentados.
Me lembro... me lembro...

Se clicar.... Deneuve vaiada!

Se postei direito - se vc clicar nessa página embaixo - dá para entrar no jornal e ler a nota que conta que quarta-feira Catherine Deneuve foi (muito) vaiada num teatro na Itália - chamaram até a policia - e por que? Porque ela se apresentou lendo um texto em francês... O público da Toscana queria que ela se apresentasse em... italiano! A platéia só se acalmou quando conseguiu o dinheiro de volta! Dio mio! (depois que abrir a página clica na citada nota que está no alto da página... vão aparecer uns ícones, entre eles um fone... ou seja, você pode ouvir o texto...)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Co-habitação

Essas imagens foram enviadas por Isabela Capeto, que assim como Regina Casé e eu - ama as árvores! E festejemos a possibilidade de que dois corpos possam ocupar (felizes) o mesmo lugar no espaço!




quarta-feira, 5 de agosto de 2009

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Detalhe Ingres


Ainda Visconti


Andreas Gursky made in China = Wang Quingsong







Sr. R












Jan de Cock


Hisashi Tenmyouya, o Samurai Adidas.

O trabalho de Tenmyouya: uma combinação entre elementos da tradição japonesa e da cultura americana contemporânea. É como se Monet pintasse o Eminem versão impressionista ou Picasso resolvesse pintar uma gangue de rua versão cubista. Num estilo típico das pinturas seculares nipônicas vemos samurais em atitude hip hop lutando como se estivessem dentro de um computador, segurando um skate, em cima de uma moto ou de um conversível. Vemos um tênis Adidas versão Samurai também. Mas incrível, nem tudo parece dissonante: muitos elementos da cultura japonesa tradicional como as tatuagens ou a atitude Ninja parecem tão atuais quanto um rapper do Bronx. Um samurai versão b-boy não parece tão fora de época. Se a globalização gosta de colocar todas as culturas no liquidificador, alguns artistas como Tenmyouya adicionam ao molho uma mixagem de referências, pintando com elementos do passado o presente urbano e cosmopolita - fazendo do ontem uma espécie de hoje, vertigem e ilusão de que nem mais as épocas estão onde deveriam estar.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Infância 1

Sonhei que eu (meio criança, meio adulto) estava num carro, afundado no banco de trás indo para um sítio - Roberto, casado com uma prima (ou Tio Paulo?) dirigia o carro. Seguíamos viagem numa estrada de pistas únicas - mão e contra-mão apenas - esse condutor insistia em ir na contra-mão...eu chorava e dizia que não deveríamos ir na contramão - que haveria um acidente - ou que já teria havido mesmo um acidente... (Acho que esse meu querido Tio morreu num acidente de carro). Foi um longo pesadelo tipo Speed-Racer...eu chorava no carro.... mas acordei aliviado...não estou na contra-mão.

Infância 2

Minha colaboradora na criação de cenários de óperas e desfiles, a arquiteta Erika Duarte encontrou desenhos feitos por ela quando criança. Alguém duvidaria de sua futura profissão?

Jean Charles Blais


Obrigado, doutor!


O Avô do meu Avô

Por volta de 1996 descobre-se no sótão de uma casa no interior da França, uma carta postada no Brasil em 1832. Uma carta escrita no fim de uma vida, relatando a um irmão mais velho uma existência inteira cheia de aventuras. A partir dessa carta fascinante o pesquisador Vincent Mareaux escreveu o livro: “PIERRE VICTOR RENAULT – Um Pioneiro Francês no século XIX.” Pierre Victor veio para o Brasil de castigo. Na França de 1830 não era de bom tom ter desejos republicanos. Sendo filho de Prefeito, então, nem pensar! O pai de Pierre-Victor não pensou duas vezes. Sem uma lágrima nos olhos, ao lado da esposa chorosa, embarcou o filho de 21 anos para bem longe, ou seja, um remoto Brasil que oferecia o posto de engenheiro numa mina explorada pelos franceses nas Minas Gerais. Com uma mala na mão e sem nada nos bolsos aporta no Brasil um jovem que iniciaria uma vida de audácia e generosidade. Começo dificílimo no Novo Mundo: a mina para a qual trabalharia fora vendida. O jovem quase foragido ficou sem mina, nem eira nem beira. Vendeu as roupas preparadas pela mãe para a viagem: roupas francesas! Depois de levar muita porta na cara foi contratado como contador mais pelos seus dotes de jogador de xadrez do que pela contabilidade em si. A condição do contrato era que jogasse com o patrão além do expediente. Xeque-Mate: juntou dinheiro! Depois de dois anos apresentou-se ao presidente da província para conseguir um emprego de engenheiro. Conseguiu. Teria que atravessar um terreno freqüentado por índios antropófagos liderando uma expedição pioneira. Desbravou terras e mais que isso ganhou a confiança dos índios e aprendeu a língua deles. Ganhou também a confiança do governo. Tornou-se estudioso das reservas minerais, fauna, flora e tribos indígenas e suas línguas. Outras expedições vieram, mas a saúde debilitou-se em expedições dignas de um Indiana Jones. Produziu diversas pesquisas sobre o uso medicinal das plantas. Cultivou e batizou uma orquídea, até então desconhecida. Publicou uma grande novidade na época: o “Sistema Métrico Decimal”. Editou diversas obras: “Tesouro das Famílias”, livros didáticos de Geografia, Aritmética e Linguagem traduzidos para o francês. Fundou o Colégio Renault, onde foi professor de Matemática, Geografia e História. Foi vice-cônsul da França. Virou nome de Rua em Barbacena. Casou-se, teve 13 filhos e deixou mais de 500 descendentes, hoje espalhados pelo Brasil. Pierre Victor foi exilado pelo próprio pai, nunca reviu sua família ou seu país. Uma carta perdida, mais de um século depois, fez as famílias francesa e brasileira se conhecerem. Hoje, lembro sempre do primeiro Renault que chegou sozinho, sem nada, no Brasil. Ele atravessou florestas, foi amigo dos índios, aprendeu com as plantas, cuidou de doentes, ensinou ciências, publicou livros. Quando a vida não me parece fácil, lembro que além de tudo, ele ainda plantou orquídeas.
Revista Poder
Foto Arquivo: Pierre Victor Renault

domingo, 2 de agosto de 2009

Felipe Veloso, Saint Laurent et Pierre Bergé

A úlitma homenagem de Pierre Bergé a Yves Saint Laurent:

"(...) É preciso te deixar agora e não sei como fazê-lo. Porque não te deixarei nunca – nós já nos deixamos? – mesmo sabendo que não olharemos mais o sol se pôr atrás dos jardins de l’Aguedal, que nós não dividiremos mais a emoção diante de um quadro ou de uma obra de arte. Sim, eu sei de tudo isso, mas sei também que não esquecerei jamais o que te devo, e que um dia, irei te reencontrar sob as palmeiras marroquinas. Ao te deixar Yves, quero te falar da minha admiração, meu profundo respeito e meu amor."

Brasília da Tijuca

Foto Rene Burri - Inauguração de Brasília

Em Moko no Brasil escrevi sobre Brasília:
"Ryû, irmão de Moko, passaria uns dias em Brasília. Queria conhecer uma cidade construída nos anos 60, futurismo retrô sujo de barro vermelho, como viu nas fotos de um livro sobre “Grandes Construções da Humanidade”, usado como referência na concepção de cenários para a criação de seus games. A catedral era a sua construção preferida – uma coroa tamanho colossal de um vilão qualquer de Star Trek caída no chão de um deserto africano.

Enquanto andava pelo plano-piloto, por trilhas formadas nos canteiros pela insistência de inevitáveis pedestres, Ryû pensava que todos aqueles prédios lindos deveriam estar no Rio de Janeiro, sim, lá deveriam ser construídos, de frente para o mar, naquele lugar horrível depois de um túnel imenso, qual era mesmo o nome? Barra, isso, Barra, todos aqueles prédios na Barra. Virada para o mar, a Esplanada dos Ministérios, na beira da praia a catedral fincada na areia.

Ryû redesenhou a sua Brasília à beira-mar, desejando liberá-la do cerrado e da falência modernista."

Se tantos concordam que Brasília é uma idéia de gerico e que a capital deveria voltar ao Rio (ou outro lugar, que seja) por que ninguém fala nisso concretamente? Basta alguém querer. O sonho urbansita do japonês Ryû não é apenas um capricho estético. Marshall Bermann diz hoje no Mais: "Os moradores ( de Brasília) viram que era um desastre levar a vida em uma cidade cujos segmentos não interagem. (...) Brasília é construída de modo a evitar que as pessoas se encontrem. Perde-se muito do excitante, do especial, da vida moderna."

O texto de Moravia quando da visita a cidade em construção é exemplar: "Brasília foi construída por vontade de Kubitschek, que é um presidente democrático, para um Brasil democrático.Mas a observação daqueles edifícios que se elevam como torres no meio de enormes espaços vazios faz pensar em lugares e monumentos de antigas autocracias, por exemplo em Persépolis, que tinha suas colunas gigantescas em frente a uma planície não muito diferente daquela de Brasília.A atmosfera ditatorial é, por outro lado, confirmada pela solidão metafísica dos lagos de asfalto em que surgem os edifícios. Essas solidões urbanas antecipadas nas perspectivas surrealistas de De Chirico e Salvador Dalí expressam muito bem o sentido de mistério e desorientação que o homem moderno sente diante dos poderes que o governam. Fica claro que estamos diante de uma explosão barroca mascarada de funcionalismo."
E o que fazer com o lugar, quando a capital do país for transferida? Nada ou projetos não faltarão.

Foto Elliot Erwitt - 1961

Alegria, alegria



12 de Agosto, 20h00, Livraria de Travessa, Ipanema.

sábado, 1 de agosto de 2009

Informação no Século XXI

1 - " Informação: Bem gratuito por natureza, pois pode ser dado sem ser perdido. Amanhã, tornado raro artificialmente, (...) será o principal motor da economia. A informação será a matéria-prima das indústrias da comunicação, da informática, da genética, ou seja, de todos os setores chaves da economia. Seu valor de troca residirá em sua escassez. A infinidade dos modos de comunicação, a avalanche de imagens e dados transformarão o conhecimento no bem capital, na fonte principal da legitimidade do poder na empresa, um meio de controlar o capital, de dominar ums estrutura, de impor uma norma." in Dicionário do Século XXI, Jacques Attali