quinta-feira, 12 de abril de 2012

Bennett Miller_Dachshund U.N.


















www.wearefierce.org

Ricardo Aleixo_O poemanto: ensaio para escrever (com) o corpo_2010

(...)
Mas nem tudo é palavra.
Nem a palavra pode tudo.
Porque também somos imagem
(em ininterrupta, mas descontínua
movência): rastro de coisas i/móveis
que nenhum nome,
palavra nenhuma designa.
Porque já não há tempo.
Ou porque o tempo não existe.
(...)

in Modelos Vivos de Ricardo Aleixo, Ed. Crisálida

Heinrich Heine_1832-36

Acreditava antigamente
Que todo beijo que me tiram,
Ou que recebo de presente,
Fosse por obra do destino.

Deram-me beijos e beijei,
Antes com tanta seriedade,
Como se obedecesse às leis
Que regem a necessidade.

Agora sei como é supérfluo
E não me faço de rogado,
Vou dando beijos em excesso,
Incrédulo e despreocupado.

Tradução André Vallias

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Heine

Heinrich Heine_1830

A cartinha que me escreves
Não me abala a alegria;
Pra dizer que o amor já era,
Escreveste em demasia.

Doze folhas manuscritas
Com letrinha de notário!
Quem deseja a despedida
Não se dá tanto trabalho

tradução André Vallias

Cara Barer_livros





http://www.carabarer.com/



Eric Dessert_Une autre Chine


http://www.galeriecameraobscura.fr/

terça-feira, 10 de abril de 2012

Josephine Baker_1927

Josephine Baker shakes her ostrich plumes and more, circa 1927
[this is a better variation of our original gif, so re-enjoy!]

Antonio Cícero_Porventura_Nihil

nada sustenta no nada esta terra
nada este ser que sou eu
nada a beleza que o dia descerra
nada que a noite acendeu
nada esse sol que ilumina enquanto erra
pelas estradas do breu
nada o poema que breve se encerra
e que do nada nasceu

domingo, 8 de abril de 2012

Gilles Porret_Stock









http://www.fondationlouismoret.ch/index.php?option=com_phocagallery&view=category&id=36:gilles-porret&Itemid=2

Forrest Bess_1911-1977_Cinquapin-1967



artigo do NYT:
http://www.nytimes.com/2012/03/23/arts/design/forrest-bess-paintings-at-christies-and-whitney-biennial.html?_r=1

“A Tribute to Forrest Bess” is on view through April 11 at Christie’s, 1230 Avenue of the Americas, at 49th Street_The Whitney Biennial 2012 runs through May 27 at the Whitney Museum of American Art

agora_domingo_7h55

sábado, 7 de abril de 2012

rua
[Do lat. ruga, ‘ruga’, posteriormente ‘sulco’, ‘caminho’.]
Substantivo feminino.

1.
Via pública para circulação urbana, total ou parcialmente ladeada de casas.
2.
P. ext. Numa cidade, vila, etc., qualquer logradouro público ou outro lugar que não seja casa de residência, local de trabalho, etc.:
Foi para a rua cedo e ainda não voltou.

3.
Os habitantes de uma rua (1):
Toda a rua protestou contra o barulho.

4.
Fig. A ralé, a plebe.
5.
Tip. Canal (20).
6.
Bras. V. comércio (5).
7.
Bras. Espaço entre as filas de qualquer plantação:
“Uma rua de mangueiras levava à entrada da casa” (Coelho Neto, Treva, p. 79).

8.
V. olho da rua.

Interjeição.

9.
Exprime despedida ríspida, violenta:
Vá-se, suma-se, fora: — Rua, espertalhão!


Rua da amargura. 1. O caminho que Jesus Cristo seguiu para o Calvário. 2. Grande sofrimento; tortura.

Arrastar pela rua da amargura. 1. Atacar a reputação de; provocar o descrédito de; fazer sofrer muito, humilhando, ferindo na honra; levar à rua da amargura.

Encher a rua de pernas. 1. Bras. Fam. Vadiar, vagabundear:
“E demais, que diabo ficava ele fazendo aqui? Enchendo as ruas de pernas e gastando o pouco que tem...” (Aluísio Azevedo, O Mulato, p. 31.)

Levar à rua da amargura. 1. Arrastar pela rua da amargura.

Viver na rua. 1. Sair muito; permanecer em casa pouquíssimo tempo.

Lang/Bauman_Street Painting#5_Vercorin

0streetpainting3-000.jpg

http://www.we-make-money-not-art.com/archives/2012/04/book-review-visual-storytellin.php

T.S.Eliot_A Canção de amor de J. Alfred. Prufrock


"Sigamos então, tu e eu,
Enquanto o poente no céu se estende
Como um paciente anestesiado sobre a mesa;
Sigamos por certas ruas quase ermas,
Através dos sussurrantes refúgios
De noites indormidas em hotéis baratos,
Ao lado de botequins onde a serragem
Às conchas das ostras se entrelaça:
Ruas que se alongam como um tedioso argumento
Cujo insidioso intento
É atrair-te a uma angustiante questão . . .
Oh, não perguntes: "Qual?"
Sigamos a cumprir nossa visita...(...)"

trad.Ivan Junqueira








Eugène Atget_Kiosque a fleurs_Paris_1857-1927

Goeldi_1895-1961

Y-Junction_Vidigal_Rio

foto A.R.

Desconstruir e Desconversar_Zuenir_A Praça

“Isso é que é planejamento. Menos de três anos depois de inaugurada solenemente com a presença do então governador Sergio Cabral e do prefeito Eduardo Paes, a estação de metrô Ipanema/General Osório vai ser fechada (e a do Cantagalo também) por pelo menos oito meses para a abertura de uma nova e discutível boca de saída que não se sabe por quê, não foi prevista. Mas tem mais. Esse genial projeto de desconstrução pretende também destombar a Praça Nossa Senhora da Paz, desmanchando o lazer de velhinhos e crianças, desmatar o parque, desplantando 113 árvores e inutilizar o espaço por no mínimo 11 meses para abrir uma estação  que, conforme pesquisa, a grande maioria da população do bairro dispensa por desnecessária. Mas, se o plano é transformar o trânsito num caos durante esse tempo, isso com certeza vai-se conseguir. O pior é que, para variar, não se fornece ao respeitável público uma razão, sequer um argumento convincente, para todo esse surto de bota-abaixo. O projeto parece ser desconstruir e desconversar.”

O Globo_7.04

quarta-feira, 4 de abril de 2012

T.S. Eliot _The Rock

"Onde está a vida que perdemos vivendo?
Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento?
Onde está o conhecimento que perdemos na informação?"





Alisa Resnik

Alisa Resnik

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Fernando Pessoa_Não sei quantas almas tenho.

Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,


Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.


Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

Barulho_Roque Ferreira + Bethânia

"...Porque só beijo quem amo
Só abraço quem gosto
Só me dou por paixão
Eu só sei amar direito
Nasci com esse defeito
No coração."

Gaëlle Villedary_Tapis Rouge_Fotos_David Monjou



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www.gaellevilledary.net

Leonilson_Os pensamentos do coração_1957-93

Santo Agostinho de Hipona_350-430

"Com o coração se pede. Com o coração se procura. Com o coração se bate e é com o coração que a porta se abre."