quarta-feira, 21 de março de 2012

terça-feira, 20 de março de 2012

domingo, 18 de março de 2012

Ai Weiwei_entrevista

"Você me fotografou com seu iPhone. Há grandes controvérsias sobre as fabricas da Apple na China. O que pensa sobre isso, já que aparentemente é um grande fã da marca?"


"Não sou grande fã da Apple. Comecei a usar o iPhone porque tem essa câmera de alta definição e eu preciso dela. O iPhone é um exemplo interessante. Todos adoram o iPhone, a nova geração adora, mas, ao mesmo tempo, essas fábricas exploram países como a China. As pessoas não têm direitos básicos, não existe proteção dos sindicatos. Portanto é um tipo de escravidão, já que os trabalhadores não têm escolha.

Se alguém pula da janela e sacrifica a vida aos 20 anos, não há outra explicação. É escravidão. E não foi só um, foram 20 trabalhadores.

Não queremos só ser politicamente corretos. Tendo ou não iPhone, todos participamos do desenvolvimento moderno.Você não precisa ter um iPhone para participar da poluição, da burocracia. É por esses motivos que todos devem ser conscientes dos direitos humanos. Ninguém é totalmente limpo, nosso conforto está sempre relacionado ao sofrimento de alguém".

trecho entrevista de Ai Weiwie_Fabiano Maisonnave_Folha_18.03.12

Erika Verzutti_Burro_2008



http://www.verzutti.com/Erika_Verzutti/hello.html

quinta-feira, 15 de março de 2012

Katrin Brack



http://de.wikipedia.org/wiki/Katrin_Brack

Wai Lin Tse







http://www.wailintse.com/

"A web é uma tecnologia do esquecimento"_Nicholas Carr

"O influxo de mensagens competindo entre si, que recebemos sempre que estamos on line, não apenas sobrecarrega a nossa memória de trabalho; torna muito mais difícil para os lobos frontais concentrarem nossa atenção em apenas uma coisa. O processo de consolidação de memória sequer pode ser iniciado. E, mais uma vez graças à plasticidade de nossas vias neurais, quanto mais usamos a web, mais treinamos nosso cérebro para ser distraído – para processar a informação muito rapidamente e muito eficientemente, mas sem atenção continuada. Nosso cérebro se tornou propenso a esquecer e inepto para lembrar. Nossa dependência crescente dos bancos de informação da web pode de fato ser um circuito autoperpetuante, autoamplificador. À medida que o nosso uso da web torna mais difícil para nós guardar informação em nossa memória biológica, somos forçados a depender cada  vez mais da vasta e facilmente buscável memória artificial da net, mesmo se isso nos torna pensadores mais superficiais."

"O Que a Internet está fazendo com os nossos cérebros_A Geração Supercial de Nicholas Carr"_ed.Agir

quarta-feira, 14 de março de 2012

Katsura_fotos de Yasuhiro Ishimoto_'50









































O Palácio Katsura  - fotografado por Yasuhiro Ishimoto na década de 1950 - foi construído originalmente como vila da Família Imperial Japonesa à margem do rio Katsura, na periferia oeste de Kyoto, no período Edo (século 17). A vila mantém as tradições da arquitetura japonesa - ou seja, simplicidade e harmonia com a natureza - na composição dos edifícios em estilo Shoin...continua aqui:
http://www.aialosangeles.org/event/katsura-the-photographs-of-ishimoto-yasuhiro

+
http://en.wikipedia.org/wiki/Yasuhiro_Ishimoto

Ari Marcopoulos_Directory





http://www.kindregards.nl/ari-marcopoulos-directory

terça-feira, 13 de março de 2012

Milton Hatoum_Dois irmãos

“Alguns dos nossos desejos só se cumprem no outro, os pesadelos pertencem a nós mesmos.”

in Dois Irmãos de Milton Hatoum_Ed. Companhia das Letras_Prêmio Jabuti

Seydou Keita_1923-2001




http://www.fondationfrances.com/artiste/keita-seydou.html

segunda-feira, 12 de março de 2012

domingo, 11 de março de 2012

Nuno Ramos_Cujo

"A diferença entre cada grão não importa. A diferença entre cada duna não importa. A diferença entre cada camelo não importa. É tudo um deserto. A diferença entre cada árabe não importa. A diferença entre cada chuva não importa. Entre cada gota não importa. Entre cada morto não importa. Há um só árabe, uma só chuva, uma só gota, um único morto. A diferença entre os sapatos não importa. A difrença entre os jornais, entre as manchetes dos jornais não importa. A diferença entre dois deuses não importa (um já chega). Entre nós dois não importa a diferença. A diferença não importa."

in Cujo_Nuno Ramos_Editora 34

Sonja Hinrichsen_Snow Drawings









sábado, 10 de março de 2012

Nicholas Carr_O que a internet está fazendo com os nossos cérebros

“Comecei a perceber que a internet estava exercendo uma influência muito mais forte e mais ampla sobre mim do que o meu velho PC. Não era apenas o fato de que eu estava despendendo muito mais tempo diante de uma tela de computador. Não era apenas o fato de que tantos dos meus hábitos e rotinas estavam mudando porque me tornei mais acostumado com, e dependente dos, sites e serviços virtuais.
O próprio modo como o meu cérebro funcionava parecia estar mudando. Foi então que comecei a me preocupar com a minha incapacidade de prestar atenção a uma coisa por mais do que uns poucos minutos. A princípio, pensei que o problema era um sintoma de deterioração mental da meia-idade. Mas o meu cérebro, percebi, não estava apenas se distraindo. Estava faminto. Estava exigindo ser alimentado do modo como a internet o alimenta – e, quanto mais era alimentado, mais faminto se tornava. Mesmo quando eu estava longe do meu computador, ansiava por checar os meus e-mails, clicar em links, fazer uma busca no Google.

Queria estar conectado. Eu sentia, havia me transformado em algo como uma máquina de processamento de dados de alta velocidade. Sentia saudades do meu antigo cérebro.”

in A Geração Superficial_Nicholas Carr_Editora Agir


Paulo Henriques Britto_Formas do Nada_Poemas

Biographia literaria

VII

Nada disso foi do jeito que eu quis,
Se fosse como eu quis, não haveria
de ser tão sofrido, tão infeliz.
Mas eu - o que eu sou - eu não seria.

Assim, não me lamento. Até me sinto
como quem tem não o que foi pedido,
e sim o que, guiado pelo instinto,
não pelo querer, teria querido.

O que de mais duro a vida me deu
- que dura mais quanto mais me custou
dele me acostar, e torná-lo meu -

o que não escolhi, mas me escolheu,
é o que, ao fim e ao cabo, mais eu sou.
Não é o que eu me quis. Mas sou eu.

in Formas do Nada_Companhia das Letras

sexta-feira, 9 de março de 2012

Hawaii_Hula




Jarbas Agnelli_The City of Samba



The City of Samba from Jarbas Agnelli on Vimeo.

vai no 2'15 qdo chega na Sapucaí...

Oi

via bremser

Nuno Ramos_Cujo

"Criar cada detalhe. Se for pendurar algo, por exemplo, criar o grampo. Se o grampo estiver pendurado no teto, criar o teto. Se for o teto de uma casa, criar a casa ou, se estiver a céu aberto, criar o céu aberto."

in Cujo_Nuno Ramos_Editora 34

FHC_A SOMA E O RESTO

"Então acho que dei um sentido certo à minha vida. Esse sentido tem que ser dado por cada um. Não está dado que todos tenham que ter o mesmo sentido e haverá quem nunca encontre sentido na vida e fique batendo cabeça. Essa angústia vai ser permanente. Não tem solução. É parte da condição humana. Não sabemos de onde viemos, não sabemos para onde vamos. Tampouco sabemos por que e para que estamos aqui. O que não podemos é deixar que essa angústia da morte e da ausência de um destino claro nos paralise."

Fernando Henrique Cardoso in A Soma e o Resto_Um olhar sobre a vida aos 80 anos.
Editora Civilização Brasileira

quinta-feira, 8 de março de 2012

quarta-feira, 7 de março de 2012

Capeto

Zuenir Ventura_Extravagância ambiental

O GLOBO_07/03/12

A coluna Gente Boa denunciou que "113 árvores, algumas com mais de 60 anos, serão retiradas da Praça N. S. da Paz para a construção da estação de metrô". Dessas, se contei direito, 41 têm o tronco tão volumoso que eu não conseguiria abraçar. Os geniais autores da extravagante ideia dizem que elas serão transferidas para outro local e depois voltarão à origem. Olhando as gigantescas árvores, cujas raízes se espalham pelo chão, fiquei curioso de saber como será a operação de extração, transporte e transplante. Na Amazônia, os desmatadores usam grossas correntes para arrancar e arrastar os troncos. Será que vão usar aqui o mesmo sistema? Quem sabe? Outra pergunta é por que, em vez de devastar a praça, ponto de encontro de idosos e local de diversão da criançada, não se faz a estação desapropriando algum imóvel no entorno, como já foi sugerido? Não sei. Vai ver que é para construir outro monstro arquitetônico como o da Praça General Osório, que o governador e o prefeito devem achar bonito.

Por muito menos, em 1980, ainda com ditadura militar, um pioneiro movimento de protesto ecológico ficou como marco de resistência cívica. Quando souberam que para construir um condomínio iam derrubar uma centenária figueira, moradores do Jardim Botânico liderados pelo editor e jornalista Leonel Kaz se mobilizaram, protestaram, recorreram à Justiça e conseguiram que o projeto fosse modificado para que a árvore permanecesse de pé. Além disso, um decreto municipal garantiu a integridade da "Figueira da Rua Faro", que continua lá até hoje como símbolo da luta pela preservação ambiental no Rio.

Falando depois sobre a vitoriosa campanha, Kaz ressaltou a importância dos abaixo-assinados, das passeatas, das notícias na imprensa, mas considerou que foi "imperioso ter ajuizado ações de embargo em todas as instâncias do poder público". Portanto, Associação de Moradores e Projeto de Segurança de Ipanema, é importante recorrer ao Ministério Público, Ibama, Iphan, Inepac e secretarias. Alô, Carlos Minc!

É claro que ajudaria muito se um pouco da energia e da animação despendidas pelos milhares de foliões ipanemenses no carnaval se transformasse em indignação e resolvesse criar o bloco Ocupe a Praça. Nele, até o velhinho aqui seria capaz de desfilar. Puxado pela Alice, claro.


Deixem a Praça em Paz!
*

terça-feira, 6 de março de 2012

Martina Hoogland Ivanow_Speedway

















http://www.martinahooglandivanow.com/

via http://www.we-find-wildness.com/

Edward Lear_A Book of Nonsense_1855/1861

"Havia um velho de Madagascar,
Cuja conduta era bem peculiar;
Alimentou toda sua prole somente com rocambole,
Esse extravagante velho de Madagascar."
             *
"Havia um velho num terreno elevado,
Que raramente, ou nunca, ficava parado;
Para cima e para baixo ele ia, com o vestido longo da tia,
Que ornava o velho num terreno elevado."

tradução de Dirce Waltrick do Amarante in Viagem Numa Peneira_Iluminuras






http://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Lear

domingo, 4 de março de 2012

Georges Perec_As Coisas

"Acreditavam estar imaginando a felicidade; acreditavam que sua invenção era livre, magnífica, e que, por ondas sucessivas, impregnava o universo. Acreditavam que lhes bastava andar para que fosse uma felicidade. Mas se viam sozinhos, imóveis, um pouco vazios. Uma planíce gélida, uma estepe árida: nenhum palácio se erguia às portas dos desertos, nenhuma esplanada lhes servia de horizonte. "

sábado, 3 de março de 2012