Imagine uma cidade sem cinema, biblioteca ou livraria. Não é difícil, esta é mais ou menos a regra. Bem, se tal cidade existe, também não terá um teatro e, muito menos, um museu. Talvez nem mesmo um jornal, semanal que seja. Muitas não têm nada disso e, apesar de todo o prestígio da música popular, também não contam com uma casa de shows -loja de discos, nem pensar. Donde essas cidades são habitadas por pessoas que nunca assistiram a um filme ou peça de teatro. Espetáculo de dança, esqueça. Nunca ouviram um concerto, nunca viram um quadro ou escultura importante e, bem provável, nunca leram um livro que não fosse o da lição. Da mesma forma, nunca recitaram ou ouviram um poema, não sabem o que é ópera e os cantores que conhecem é por ouvir falar. Há muitas cidades assim no Brasil. E não pense que sejam burgos perdidos no sertão ou no meio da selva amazônica. Algumas são bem conhecidas pelo nome e ficam em Estados prósperos e orgulhosos, mais perto de nós do que imaginamos. São dados do IBGE, colhidos no último recenseamento, não muito difíceis de consultar. O que não falta nessas cidades é televisão - porque 95% dos lares brasileiros têm pelo menos um aparelho. Mas não é bom para ninguém, nem para a televisão, que ela seja o único contato das pessoas com o mundo. Claro que, não demora muito, todas terão internet e, quando isso acontecer, dar-se-á o fenômeno de cidades que passaram da cultura zero para o universo digital, onde supostamente cabe tudo, sem o estágio intermediário, milenar, da cultura analógica. Essas cidades podem ser zero em cultura, mas têm prefeitura e Câmara Municipal. E, em época de eleição, candidatos a deputado, senador, governador, talvez até presidente, devem aparecer por lá, com grande cara de pau. Interessante país, este que estamos formando. Folha, hoje.
Hervé Ghesquière et Stéphane Taponier : Libres après 547 jours
Libérés après 18 mois de détention dans les mains des talibans afghans, les deux otages Stéphane Taponier et Hervé Ghesquière, détendus et en bonne santé, arrivent jeudi matin à 8 heures à Paris.
"[...] A quem é só, tudo é mais Que o que está naquilo que é. Notas falsas desiguais - Não se importa: a minha fé, Meu sonho, vão a reboque Do que toca mal e até Do piano, do não sei quê... Toque mal; mas toque, toque!"
Rasga o Coração Anacleto de Medeiros / Catulo da Paixão Cearense
Se tu queres ver a imensidão do céu e mar Refletindo a prismatização da luz solar Rasga o coração Vem te debruçar Sobre a vastidão do meu penar
Rasga o que hás de ver Lá dentro a dor a soluçar Sob o peso de uma cruz de lágrima a chorar Anjos a cantar
Preces divinais Deus a ritmar seus pobres ais Sorve todo olor Que anda a recender Pelas espinhosas florações do meu sofrer
Vê se podes ler nas suas pulsações As brancas ilusões e o que ele diz no seu gemer E que não pode a ti dizer nas palpitações Ouviu brandamente, docemente a palpitar Casto e purpural .... vesperal Mais puro que uma cândida vestal
Se tu queres ver a imensidão do céu e mar Refletindo a prismatização da luz solar Rasga o coração.
[...] Mira que no hay jardines más allá de este muro, que es todo un largo olvido. y si mi amor te estrecha verás un cielo abierto detrás del llanto oscuro.