sábado, 28 de maio de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Albert Watson

© Kahmann Gallery / Albert Watson_A modelo Leslie Weiner in Yohji Yamamoto_1989
Exposição do fotógrafo escosês em Amsterdã, Galeria Kahmann.
http://www.kahmanngallery.com/
Cenário: Lucia di Lammermoor_Rio_Maio_2011
foto André Nazareth
Imaginei um penhasco, uma falésia, a ruína dos castelos onde vivem os personagens da ópera de Donizetti. Depois vi essas imagens na costa da Irlanda. Conta a lenda que um gigante para chegar na Escócia construiu com rochas esses "degraus".
A ação de Lucia se passa na Escócia.
*
Lucia e a vertigem do amor
Lucia é uma heroína moderna, às avessas. Decidiu amar numa época onde o amor ainda não tinha sido inventado tal qual Hollywood o consagrou com direito a final feliz.
O terreno onde habita essa Lucia é labiríntico, causa vertigem; cheio de altos e baixos, profundezas, alturas e abismos. Estamos numa falésia, numa ruína, no fundo do poço ou prestes a decolar.
Dependendo do plano em que nos encontramos somos grandes ou mínimos – as competições ou mesmo a política nos ensinam isso.
O amor (invenção romântica) é a possibilidade de nos colocarmos no mesmo plano que o outro; nem sempre conseguimos. O desencontro é o drama. A impossibilidade é a tragédia. Lucia conhece todos esses patamares e degraus.
O amor existe ou é ficção? Criamos um enredo e num novelo nos embaralhamos?
Lucia se perdeu na novela que criou para si mesma? Ou queria exatamente isso, se perder?
Lucia é uma revolucionária e uma ficcionista. Inventou amar e elaborou para si uma tragédia cheia de sangue. Na história que teceu, se morre de amor, se falsificam cartas e existem fantasmas. Sim, eles são reais para ela assim como o paraíso e a harmonia celestial. Ela acredita nos juramentos e nas promessas.
A trama de Lucia é feita de melodias e também de palavras, mas ela adverte cantando: o que se sente não se diz, ou seja, o que se sente se canta!
Lucia vive ferozmente, mas tudo à sua volta, ou pior, ela mesma, pode a qualquer momento desabar. Lucia vive num castelo de cartas.
Lucia é feita de vertigem, é uma taça de cristal ou uma flor aberta cheia de pólen, mas para ela água também pode ser sangue.
Lucia vê a vida como uma música cheia de altos e baixos. Ela está presa num jogo macabro onde o amor apesar do sofrimento contém também alguma beleza ou mesmo uma promessa de eternidade.
Resumindo: como diria o personagem de Edgardo, apesar do vazio e da queda, as almas ainda podem se enamorar.
*
A. R._Texto para o programa.

Imaginei um penhasco, uma falésia, a ruína dos castelos onde vivem os personagens da ópera de Donizetti. Depois vi essas imagens na costa da Irlanda. Conta a lenda que um gigante para chegar na Escócia construiu com rochas esses "degraus".
A ação de Lucia se passa na Escócia.
*
Lucia e a vertigem do amor
Lucia é uma heroína moderna, às avessas. Decidiu amar numa época onde o amor ainda não tinha sido inventado tal qual Hollywood o consagrou com direito a final feliz.
O terreno onde habita essa Lucia é labiríntico, causa vertigem; cheio de altos e baixos, profundezas, alturas e abismos. Estamos numa falésia, numa ruína, no fundo do poço ou prestes a decolar.
Dependendo do plano em que nos encontramos somos grandes ou mínimos – as competições ou mesmo a política nos ensinam isso.
O amor (invenção romântica) é a possibilidade de nos colocarmos no mesmo plano que o outro; nem sempre conseguimos. O desencontro é o drama. A impossibilidade é a tragédia. Lucia conhece todos esses patamares e degraus.
O amor existe ou é ficção? Criamos um enredo e num novelo nos embaralhamos?
Lucia se perdeu na novela que criou para si mesma? Ou queria exatamente isso, se perder?
Lucia é uma revolucionária e uma ficcionista. Inventou amar e elaborou para si uma tragédia cheia de sangue. Na história que teceu, se morre de amor, se falsificam cartas e existem fantasmas. Sim, eles são reais para ela assim como o paraíso e a harmonia celestial. Ela acredita nos juramentos e nas promessas.
A trama de Lucia é feita de melodias e também de palavras, mas ela adverte cantando: o que se sente não se diz, ou seja, o que se sente se canta!
Lucia vive ferozmente, mas tudo à sua volta, ou pior, ela mesma, pode a qualquer momento desabar. Lucia vive num castelo de cartas.
Lucia é feita de vertigem, é uma taça de cristal ou uma flor aberta cheia de pólen, mas para ela água também pode ser sangue.
Lucia vê a vida como uma música cheia de altos e baixos. Ela está presa num jogo macabro onde o amor apesar do sofrimento contém também alguma beleza ou mesmo uma promessa de eternidade.
Resumindo: como diria o personagem de Edgardo, apesar do vazio e da queda, as almas ainda podem se enamorar.
*
A. R._Texto para o programa.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Thiago de Mello_A Fruta Aberta
[...]
Grandes coisas simples aprendi contigo,
com o teu parentesco com os mitos mais terrestres,
com as espigas douradas no vento,
com as chuvas de verão
e com as linhas da minha mão.
Contigo aprendi
que o amor reparte
mas sobretudo acrescenta,
e a cada instante mais aprendo
com o teu jeito de andar pela cidade
como se caminhasses de mãos dadas com o ar,
com o teu gosto de erva molhada,
com a luz dos teus dentes,
tuas delicadezas secretas,
a alegria do teu amor maravilhado,
e com a tua voz radiosa
que sai da tua boca
inesperada como um arco-íris
partindo ao meio e unindo os extremos da vida,
e mostrando a verdade
como uma fruta aberta.
A Fruta Aberta_Sobrevoando a Cordilheira dos Andes_1962
Grandes coisas simples aprendi contigo,
com o teu parentesco com os mitos mais terrestres,
com as espigas douradas no vento,
com as chuvas de verão
e com as linhas da minha mão.
Contigo aprendi
que o amor reparte
mas sobretudo acrescenta,
e a cada instante mais aprendo
com o teu jeito de andar pela cidade
como se caminhasses de mãos dadas com o ar,
com o teu gosto de erva molhada,
com a luz dos teus dentes,
tuas delicadezas secretas,
a alegria do teu amor maravilhado,
e com a tua voz radiosa
que sai da tua boca
inesperada como um arco-íris
partindo ao meio e unindo os extremos da vida,
e mostrando a verdade
como uma fruta aberta.
A Fruta Aberta_Sobrevoando a Cordilheira dos Andes_1962
terça-feira, 24 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Pausa! Volto dia 23/05
Vosso Blog faz uma pequena pausa. Começo os ensaios da ópera
Lucia de Lammermoor de Donizetti.
Primeira récita dia 14.05 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Solistas: Rosana Lamosa, Paula Almerares, Cesar Gutierrez, Luciano Botelho, Lício Bruno, Rodolfo Giuliani.
Regência: Maestro Silvio Viegas
Orquestra Sinfônica e Coro do Theatro Municipal
Direção e cenários: Alberto Renault
Figurinos: Claudia Kopke
Coreografia: Marcia Milhazes
Iluminação: Maneco Quinderê
Projeto cenográfico: Erika Duarte
Diretora assistente: Maria Borba
Assistente de Direção: Diogo Benjamin.
Lucia de Lammermoor de Donizetti.
Primeira récita dia 14.05 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Solistas: Rosana Lamosa, Paula Almerares, Cesar Gutierrez, Luciano Botelho, Lício Bruno, Rodolfo Giuliani.
Regência: Maestro Silvio Viegas
Orquestra Sinfônica e Coro do Theatro Municipal
Direção e cenários: Alberto Renault
Figurinos: Claudia Kopke
Coreografia: Marcia Milhazes
Iluminação: Maneco Quinderê
Projeto cenográfico: Erika Duarte
Diretora assistente: Maria Borba
Assistente de Direção: Diogo Benjamin.
Sexta-feira, dia de Pirar no GNT, 20h45
pirar
[Do cigano pirar, ‘ir’, ‘correr’, ‘fugir’.]
Verbo intransitivo. Gír.
1.Retirar-se à socapa; safar-se, esgueirar-se, escapar-se, escapulir-se; dar o pira; pirar-se:
Pirou sem se despedir de ninguém.
2.V. fugir (1).
3.Bras. Perder o contato com a realidade, em conseqüência do uso excessivo de droga (3).
4.Bras. Enlouquecer, endoidar, endoidecer:
“viva o prazer/ o som/ o estrondo de uma onda/ na arrebentação/ enquanto eu piro à sua espera na esfera do chão.” (Antônio Cícero e Adriana Calcanhoto, da canção Asas).
Verbo pronominal.
5.V. pirar (1 e 2). [Imperat.: pira, pire, piremos, pirai, pirem. Cf. piraí, s. m., e Piraí, top.]
com Betty Lago! Toda sexta às 20h45, reprise sábado às 15h00.
[Do cigano pirar, ‘ir’, ‘correr’, ‘fugir’.]
Verbo intransitivo. Gír.
1.Retirar-se à socapa; safar-se, esgueirar-se, escapar-se, escapulir-se; dar o pira; pirar-se:
Pirou sem se despedir de ninguém.
2.V. fugir (1).
3.Bras. Perder o contato com a realidade, em conseqüência do uso excessivo de droga (3).
4.Bras. Enlouquecer, endoidar, endoidecer:
“viva o prazer/ o som/ o estrondo de uma onda/ na arrebentação/ enquanto eu piro à sua espera na esfera do chão.” (Antônio Cícero e Adriana Calcanhoto, da canção Asas).
Verbo pronominal.
5.V. pirar (1 e 2). [Imperat.: pira, pire, piremos, pirai, pirem. Cf. piraí, s. m., e Piraí, top.]
com Betty Lago! Toda sexta às 20h45, reprise sábado às 15h00.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
sábado, 16 de abril de 2011
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