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...os mais lindos créditos de abertura!...ditos assim:
"C'est d'après le roman d'Alberto Moravia.
Il y a Brigitte Bardot et Michel Piccoli.
Il y a aussi Jack Palance et Giorgia Moll.
Et Fritz Lang.
Les Prises de vue sont de Raoul Coutard.
Georges Delerue a écrit la musique.
Et le son a été enregistré par William Sivel.
Le montage est d'Agnès Guillemot.
Philippe Dussart c'est occupé de la régie avec Carlo Lastricatti.
C'est un film de Jean-Luc Godard.
Il est tourné en Scope et tiré en couleur par GTC à Jouinville.
Il a été produit par Georges de Beauregard et Carlo Ponti, pour les sociétés
Rome-Paris Films, Concordia, Compagnia Cinematograffica Champion à Rome.
'Le cinéma', disait André Bazin, 'substitut à notre regard un monde qui s'accorde à nos désirs.' «Le Mépris» est l'histoire de ce monde."
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Godard acrescentou essa cena ao começo do filme (Le Mépris_1963) porque os produtores queriam uma cena com a Bardot nua. Business. Godard fez assim a mais linda cena, linda, linda...
Observo: "Nossa sentimental amiga a Lua! Ou talvez (é fantástico, admito) Seja o balão do Preste João que agora fito Ou uma velha e baça lanterna suspensa no ar Alumiando pobres viajantes rumo a seu pesar." E ela: "Como divagais!"
Eu, então: "Alguém modula no teclado Esse noturno raro, com que explicamos A noite e o luar, partitura que roubamos
Para dar forma ao nosso nada." E ela: "Me dirá isso respeito?" "Oh, não! Eu é que de vazios sou apenas feito."
Vós, senhora, sois a perene ironia, A eterna inimiga do absoluto, A que mais de leve torce nossa tristeza erradia! Com vosso ar indiferente e absoluto, De um golpe cortais à nossa louca poética os seus mistérios..." E ela: "Seremos afinal assim tão sérios?"
Hanami (em japonês: 花見, lit. olhar as flores) é um costume tradicional japonês de apreciar a beleza das flores. No Hanami, as pessoas costumam se reunir embaixo das árvores para apreciar o evento enquanto fazem piquenique. [Wikipedia]
Nunca morrer assim! Nunca morrer num dia Assim! De um sol assim! Tu, desgrenhada e fria, Fria! Postos nos meus os teus olhos molhados, E apertando nos teus os meus dedos gelados...
E um dia assim! De um sol assim! E assim a esfera Toda azul, no esplendor do fim da primavera! Asas, tontas de luz, cortando o firmamento! Ninhos cantando! Em flor a terra toda! O vento Despencando os rosais, sacudindo o arvoredo...
E, aqui dentro, o silêncio... E este espanto! E este medo! Nós dois... e, entre nós dois, implacável e forte, A arredar-me de ti, cada vez mais a morte...
Eu com o frio a crescer no coração, — tão cheio De ti, até no horror do verdadeiro anseio! Tu, vendo retorcer-se amarguradamente, A boca que beijava a tua boca ardente, A boca que foi tua!
E eu morrendo! E eu morrendo, Vendo-te, e vendo o sol, e vendo o céu, e vendo Tão bela palpitar nos teus olhos, querida, A delícia da vida! A delícia da vida!
...a esposa do fotógrafo japonês Seiichi Furuya, depois de lutar anos contra uma doença mental, se jogou do nono andar, isso em 1985. Desde então e durante a doença da mulher, Seiichi publicou vários livros, diários do cotidiano da família, na saúde e na doença.
Em 2007 - 12 anos após o grande terremoto de Hanshin de 1995 - o designer gráfico Bunpei Yorifuji publicou esse livro, que foi uma tentativa de agregar o conhecimento coletivo daqueles que vivenciaram o terremoto. Os 167 contribuintes dão desde simples dicas, sugestões até medidas de preparação para estratégias de sobrevivência após um terremoto...