...Detrás de nós, lá atrás, os pinhos altos e graves começam. Azuladas, associadas às próprias sombras, aí está um milhão de árvores de Natal à espera do Natal. (...) Vi-o uma e outra vez, o mesmo mar, o mesmo..
Se você o provasse, primeiro sentiria seu sabor amargo, depois o sabor salmoura, então queimaria sua língua. É como nós imaginamos que seja o conhecimento: escuro, salgado, transparente, em movimento, completamente livre,
tirado da fria e dura boca do mundo, para sempre extraído dos peitos das pedras, em fluxo e refluxo, e desde que nosso conhecimento é histórico, fluindo, e já fluído.
trad. Horácio Costa/Companhia das Letras * ...fluindo, e já fluído.