segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Roger Ballen





Roger Ballen nasceu em NY em 1950. Ele viveu (ou vive?) na África do Sul desde 1970.
" O trabalho de Roger Ballen é uma forma de subjetivismo radical, inquietante, uma psicologia do próprio mundo que representa o interior da política, no interior da ideologia, o interior de nós mesmos."
Robert Cook.
http://www.rogerballen.com/

Tristãos e Isoldas


John Waterhouse/1849 –1917

Edmund Blair Leighton,1853/1922
com Rei Marcos espiando os amantes.
Rogelio de Egusquiza,1845/1915

Gustav Klimt,1862/1918
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Malvina Schnorr von Carolsfeld ficou rouca e a primeira récita da ópera de Wagner foi adiada. A ópera finalmente estreou em 10 junho 1865. Ludwig Schnorr von Carolsfeld cantou o papel de Tristão e Malvina, sua mulher, cantou Isolda.
Três semanas após a estréia, Ludwig Schnorr von Carolsfeld morreu repentinamente, provocando especulações de que o esforço envolvido em cantar a parte de Tristão teria o matado. A lenda continua: o esforço de realizar Tristão também teria custado a vida dos maestros Felix Mottl em 1911 e Joseph Keilberth em 1968. Os dois homens morreram depois de desmaiar durante a realização do segundo ato da ópera.
Morrer de amor faz parte da história e depois da estréia da ópera o casal da lenda medieval popularizou-se e transformou-se em ícone romântico.

Alice Anderson ou Rapunzel


http://www.alice-anderson.org/
via http://www.itsnicethat.com/
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Alice Anderson nasceu em Londres, de um pai inglês e de uma mãe da Africa do Norte.
Cresceu no sul da França, onde começou a fazer pinturas sobre sua família.
Em seguida, estudou arte na Beaux-Arts em Paris e na Goldsmiths College em Londres, onde vive desde 2004.
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Barbara Crane

Un Tranway


Chama-se apenas "Un Tranway" e não o título completo da famosa peça, pois a família Williams não autorizou o uso da obra para o espetáculo, tanto o texto foi alterado pelo diretor, o polonês, Krzysztof Warlikowski. Na cena do Ódeon/Paris, Isabelle Hupert no papel de Blanche Dubois. Vaias e aplausos na estréia.
Alguns críticos amam. Outros odeiam.
Pronto: nasce um sucesso.
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Figurino de Mlle. Huppert é Saint Laurent e Dior.
Orçamento do espetáculo: 600 mil euros.

Só assim...

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Neste calor catastrófico - tenho a sorte de estar aqui:
Lopes Mendes, Angra.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Cleópatras


Esta Cléopatra é do pintor barroco Guido Cagnacci.
O quadro parece moderno e inusitado para a época em que foi pintado: 1660!
A cena retratada é a "Morte de Cléopatra".
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Cleópatra de John William Waterhouse, 1888
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"- Que eu possa dormir..." diz a Cléopatra de Shaeskpeare.
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Claudette Colbert no filme de Cecil B. DeMille

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Vale Zero



Nota de zero rúpia para os indianos escaparem dos funcionários que cobram suborno.

Fizeram um grande sucesso, com uma tiragem total de mais de 1.000.000 de notas.

A proposta é pagar zero pelos serviços públicos.

Quem produz as nota é a ONG 5th Pillar - Corruption Killer:

http://india.5thpillar.org/ZRN

As notas estão disponíveis para download em Hindi, Tamil, Telugu, kannada e Malayalam.

via http://boingboing.net/

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Vale lembrar Cildo Meirelles:

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Wonderland


Pierce Taylor por Mariano Vivanco (foto) para a revista Wonderland.

Todo o editorial aqui: http://homotography.blogspot.com/

ou: http://www.wonderlandmagazine.com/

Tudo sobre cores...


Clip de Mia Doi Todd dirigido por Michel Gondry. img_1338.JPG
O elenco no momento amarelo. L.A. ao fundo
Foto de Javier Valdez.
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Para ler tudo sobre e ver o clipe aqui:
http://www.partizan.com/partizan/home/
ou aqui também (muito bom site):
http://flux.net/
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Mia Doi fala mais ou menos assim sobre o vídeo: "O vídeo foi épico. Michel teve a noção de cores do vídeo, durante muitos anos, mas não tinha conseguido realizá-lo ainda. Ele propôs a idéia para mim, e eu aceitei o desafio de escrever uma nova canção que seria vibrante, alegre e universal para combinar com a paleta visual. Escrevi "Open Your Heart". Enquanto isso, Michel tinha montado um arco-íris de roupas. (...) Michel e eu saímos procurando locações em torno de meu bairro, procurando ambientes despretensiosos e urbanos. Sabíamos que o ambiente de concreto seria bacana para mostrar as cores das roupas, e nós quisemos encontrar escadas onde pudéssemos montar o nosso arco-íris. LA é uma cidade de condução, que a paisagem é muitas vezes fora de proporção do corpo humano e se perde na corrida. O vídeo traria o elemento humano de volta a esses espaços. Tenho vivido em LA maior parte da minha vida, e suas imagens estão profundamente gravadas em mim."

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

104,3 milhões de dólares


"L'Homme qui marche" de Alberto Giacometti foi vendida hoje num leilão da Sotheby pelo valor acima. Recorde.
* Recorde questionado hoje (sexta) pelo Libération: a obra de arte + cara vendida numa "venda privada" seria o "Retrato de Adèle Bloch-Bauer" de Klimt, por 98 milhões de euros:

O calor, o quarto, o bosque e o prazer

Trecho do meu livro "Sr.R" (2009):

"Recolho-me na sombra do quarto.
Lá fora, o sol carbonizando e a veneziana como que sevilhana protegendo-me do calor mais que tropical.
Durmo de tarde, após ter almoçado com o Sr. R.
É o momento da pequena volta ao paraíso, à sombra dos bosques, ao prado em flor, onde,
diriam os poetas,
os ramos crescem para proteger o desejo dos amantes,
onde os pássaros, os bichos livres
pelas montanhas, pelos vales,
dizem ao homem: o prazer é permitido.
Durmo sempre de tarde. Sr. R. não.
Ele caminha. Anda sem parar."
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Janela da casa da "Tante Leonie" do escritor Marcel Proust à Illiers-Combray.
O nome Combray foi adicionado ao nome da cidade em 1971 como homenagem ao escritor.
Foi aqui que grande parte de sua obra foi escrita.
Detalhes sobrea a casa e foto via argoul.blog.lemonde.fr/.../

Anthony Goicolea

Trecho do meu livro "A Foto" (2003):

"Exposição do fotógrafo Anthony Goicolea.
Goicolea é modelo de suas próprias fotos que re-trabalhadas digitalmente rejuvenescem e multiplicam o fotógrafo, clone de si mesmo, colocando-o em situações delicadamente sensuais. (Algum teórico na internet arrisca: energia sexual latente).

Seria uma exploração de menores, diria um puritano – sem saber que aqueles menores são maiores, ou melhor – que aquele menor não existe.

Conversando sobre a exposição – no hotel com F:

- É narcisismo, vaidade, entre outras tantas coisas, não? Ou formas de se apegar a alguma coisa, a si mesmo talvez – ou a juventude – para não morrer...

F.: - Já li isso em 15 livros que você me mostrou. Vamos sair? 1.2.3. Já! Foi. Sorrindo – uma foto! Vamos sair, tá ficando tarde. "
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Anthony Goicolea é cubano-americano.
Em 2009 publicou a linda série Septemberists
http://www.anthonygoicolea.com/

Meu rapazinho, és fraco para mim...

"Deolinda é um projeto de música popular portuguesa (MPP), inspirado pelo fado e as suas origens tradicionais. Formado em 2006 por 4 jovens músicos com experiências musicais diversas (jazz, música clássica, música étnica e tradicional), procuram, através do cruzamento das diferentes linguagens e pesquisa musical, recriar uma sonoridade de raíz popular que sirva de base às composições originais do grupo."



"Canção ao Lado", o álbum de estreia dos Deolinda, foi considerado pelo "Sunday Times" o terceiro melhor disco do ano de World Music. "Ana Bacalhau e os seus comparsas cruzam o sentimento do fado com a sensibilidade da pop, de olhos postos no quotidiano lisboeta. As canções são belíssimas", deu no Sunday. - Sim, o nome da vocalista é Ana Bacalhau. Chacrinha faria uma festa!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Portraits

O Taylor Wessing Photographic Portrait Prize (Londres) é um prêmio e também uma exposição. Uma grande celebração do retrato contemporâneo.
Dois exemplos espetaculares:
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Murder, Juvenile Prison, Russia 2009, de Michal Chelbin, da série 'Locked'
0aaoxanj0.jpg
Oxana 2009 de Noga Shtainer. da série A Home For Special Children
via um dos melhores sites de arte do planeta http://www.we-make-money-not-art.com/
+ sobre o prêmio e a exposição aqui: http://www.npg.org.uk:8080/photoprize/site09/index2.php
Prato transbordando pra quem gosta de ver gente.

Hoje é dia dos japoneses colocarem os demônios para fora!

"De acordo com o antigo calendário lunar, Setsubun marca o início da temporada primaveril. Neste dia, é costume atirar, da porta para a rua, grãos de soja tostados (os feijões são considerados alimentos que dão sorte) e, ao mesmo tempo gritar "Oniwa Soto " (demônios para fora!). Então, voltando-se para o interior da casa atira-se também punhados de feijões e diz-se:
" Fukuwa uchi " (Boa sorte para dentro!).
Este ritual é feito pelo chefe da casa ou pelo homem cujo animal de nascimento é equivalente ao animal do ano corrente (este é o ano do Tigre). Traz boa sorte comer Ehou-maki, que é um grande rolo de sushi contendo sete ingredientes "de sorte". O rolo não deve ser cortado ou a sua sorte também será cortada. Também devemos comê-lo em silêncio total."

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HOJE NO JAPÃO:

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Essa festa diz Liza Katayama - que fez o vídeo - "é uma espécie de continuação do Ano Novo - para trazer boa sorte e manter a má sorte longe. Após a cerimônia, deve-se comer a mesma quantidade de soja da nossa própria idade."
(Pergunto: Será que um octagenário tem que comer 80 grãos de soja?)
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"Fui a um santuário na cidade onde celebridades se reúnem todos os anos para lançar soja, desejando boa sorte. No vídeo, feito apenas algumas horas atrás, repare nas pessoas com roupas de festa em cima do balcão: são estrelas de TV, atletas e cantores que foram convidados para participar das festividades. O vídeo é um pouco longo, mas no final você pode me ver pegar um feijão do chão e comê-lo."
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Adorei Liza comendo soja e bem acompanhada! Fukuwa uchi!!!
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via http://boingboing.net/
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DEMÔNIOS PARA FORA. BOA SORTE PARA DENTRO! JÁ!

Amy Ross

Brotherwolf_blog
Série Brother Wolf
Amy Ross é americana.
http://amyross.com/

Karelle Prugnaud


Karelle Prugnaud é francesa e dirigiu o espetáculo "Kawai Hentai" inspirado nos mangás japoneses.

Joe Holbrook


Joe Holbrook é inglês.
http://www.joeholbrook.co.uk/

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Yemanjá e a paciência de esperar

Na última vez em que estive na Bahia - na companhia da melhor Lua e dos melhores amigos, prestei minha homenagem e agora a repito, lembrando aquele que a maravilhosamente cantou e nos ensinou num verso lindo, a "ter paciência de esperar":
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Dois de Fevereiro,
de Dorival Caymmi

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Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Yemanjá
Escrevi um bilhete a ela
Pedindo pra ela me ajudar
Ela então me respondeu
Que eu tivesse paciência de esperar
O presente que eu mandei pra ela
De cravos e rosas vingou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou.
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Marcelo Gomes + Livro novo


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A foto talvez seja antiga, mas tem livro novo de Marcelo Gomes publicado pela Hassla Books - "Taciturn Heart" nas melhores livrarias do planeta.
É 2010 começando bem!
Lançamento no Brasil, quarta, no novo restaurante da Surface to Air, na Al. Lorena/SP.
http://www.marcelogomesphoto/

Pancetti


Marinha.José Pancetti.1902-1958.

Janaina Tschäpe


Dani 1, 2003. Janaina Tschäpe.

La Mer

La Mer
Charles Trenet

La mer
Qu'on voit danser le long des golfes clairs
A des reflets d'argent
La mer
Des reflets changeants
Sous la pluie
La mer
Au ciel d'été confond
Ses blancs moutons
Avec les anges si purs
La mer bergère d'azur
Infinie
Voyez
Près des étangs
Ces grands roseaux mouillés
Voyez
Ces oiseaux blancs
Et ces maisons rouillées
La mer
Les a bercés
Le long des golfes clairs
Et d'une chanson d'amour
La mer
A bercé mon coeur pour la vie.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Hoje

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Hoje, o mar no Rio de Janeiro estava assim.
foto via http://aima007.blogspot.com/

CD Sea


Bruce Munro
http://www.cdsea.co.uk/

Kleenex







Após a morte da mãe, o fotógrafo Phillip Toledano fez o ensaio Days with My Father.

O site com a série: http://www.dayswithmyfather.com/

Formigas, maturidade, verdade & poesia

“Formigas doentes preferem morrer na solidão” (Ricardo Mioto/Folha Ciência de sábado). O artigo diz mais ou menos assim: “Quando sente que vai morrer, a formiga abandona o formigueiro. Passa os últimos momentos na solidão. Quase ninguém, na natureza, morre de velho. Grandes grupos de seres idosos são uma anomalia histórica criada recentemente pelos humanos. Na vida selvagem, morre-se muito antes de envelhecer. Em geral, a razão é alguma doença, muitas delas transmissíveis. Imagine quantas vezes você já teria ficado à beira da morte se, como as formigas, não tivesse acesso à medicina. A questão é que sociedades são o cenário perfeito para que doenças transmissíveis se espalhem. Como formigas são seres que vivem em complexas sociedades, afastar-se durante a doença é uma maneira muito eficiente de evitar que mais animais se contaminem no formigueiro. Em termos evolutivos, formigas que tem esse comportamento beneficiam a sobrevivência de toda a comunidade e, assim, de vários dos seus próprios genes. As formigas doentes não são atacadas por outras ou forçadas a abandonar os formigueiros. Elas simplesmente vão embora por 'vontade' própria.”
Outra ideia que me chamou a atenção foi que ninguém na natureza “morre de velho”.
Por falar em envelhecer o artigo do Drauzio Varella também é ótimo – o avô brincando com o neto me lembrou muito a Dona Vê redescobrindo a vida com o neto, no meu livro A Foto.
A descrição de Drauzio da maturidade:
“A aceitação de que não temos diante de nós todo tempo do mundo cria o desejo de nos concentrarmos no essencial, em busca do máximo de felicidade que pudermos observar no futuro imediato. A inquietude da inexperiência e os desmandos causados por ela dão lugar à busca da serenidade.”
Pra terminar, e por falar em serenidade, outro bom artigo do fim de semana está no Prosa & Verso do Globo. José Castello fala de um poeta pouco conhecido: Gustavo de Castro e de seu livro recém publicado “Poemas vis”. Dá vontade de comprar o livro na hora, e ler por inteiro os poemas que tem entre seus versos:
“Oh Vera
Nem toda maçã
Apodrece
Nem toda laranja
É de sumo
Nem todo limão emagrece.
Nem sempre a verdade
É a realidade
Vera.(...)
O real que se vê
Não se crê
Vera.”
De repente, formigas, maturidade, realidade e verdade – tudo parece morar no mesmo formigueiro.
*
Foto de Richard Avedon. Ele fotografou (muito) o pai, durante os 7 anos que antecederam sua (do pai) morte.

sábado, 30 de janeiro de 2010

O silêncio

[Picture+4.png]
[Picture+5.png]
da série "Silence" de Michal Grochowiak
http://www.michalgrochowiak.com/

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A atenção


O fotógrafo Robbie Cooper fez uma série registrando os rostos de adolescentes durante partidas de videogame. As imagens dos games eram projetadas num vidro escuro, o fotógrafo estava posicionado atrás desse vidro, de maneira que o garotos não soubessem que estavam sendo fotografados.
Adoro a cara do ruivo.
www.robbiecooper.org/
e tem um blog bacana: http://blog.robbiecooper.org/

O choro


Além de fotografar macacos (ver post Planeta dos Macacos), Jill Greenberg fotografa crianças. Mais precisamente crianças chorando. Tudo pela arte: para arrancar o choro dos precoces modelos, parece que a fotógrafa dava um doce e depois tirava literalmente o doce das crianças. Tudo com o consentimento dos pais.
Segundo a fotógrafa, a série é (foi) um protesto contra a re-eleição de Bush. Ela afirmou:
" Algumas vezes eu sinto vontade de chorar por causa do caminho que as coisas estão seguindo”.
O plantão ético, claro, questionou o "sofrimento dos inocentes".
http://www.manipulator.com/

A luta


O fotógrafo Adam Smith é autor do ensaio Fight Journal.
"Há um momento antes da luta, quando o som dos socos (...) se dissolve em uma calma silenciosa.
Este momento só dura um segundo ou dois. Ninguém na sala diz nada. Não há mais nada a dizer. Toda a gente sabe o que está prestes a acontecer. Meses de intenso treinamento, sacrifício, dor, medo vão explodir em uma fúria de agressão disciplinada. (...) Cada um sabe que, se não fosse pelas regras, um poderia ter matado o outro. Esta é a Mixed Martial Arts. Muitas vezes referida como "vale-tudo", é um dos esportes que mais crescem na América do Norte."
+ em www.theadamsmith.com
via http://www.burnmagazine.org/

O começo e o fim

"Se querem mesmo ouvir o que aconteceu, a primeira coisa que vão querer saber é onde eu nasci, como passei a porcaria da minha infância, o que meus pais faziam antes que eu nascesse, e toda essa lenga-lenga tipo David Copperfield, mas, para dizer a verdade, não estou com vontade de falar sobre isso."
assim começa o "o apanhador no campo de centeio"
de J. D. Salinger e assim termina, (se não quiser saber o final não leia):
"A gente nunca devia contar nada a ninguém. Mal acaba de contar, a gente começa a sentir saudade de todo mundo."