quinta-feira, 29 de agosto de 2013
domingo, 25 de agosto de 2013
Wislawa Szymborska_As três palavras mais estranhas
Quando pronuncio a palavra Futuro,
a primeira sílaba já se perde no passado.
Quando pronuncio a palavra Silêncio,
suprimo-o.
Quando pronuncio a palavra Nada,
crio algo que não cabe em nenhum não ser.
tradução Regina Przybycien
[poemas] Companhia Das Letras
a primeira sílaba já se perde no passado.
Quando pronuncio a palavra Silêncio,
suprimo-o.
Quando pronuncio a palavra Nada,
crio algo que não cabe em nenhum não ser.
tradução Regina Przybycien
[poemas] Companhia Das Letras
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
sábado, 3 de agosto de 2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
terça-feira, 18 de junho de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Moko
"Um escritor, 40 anos, e seu ex-namorado, 22, escrevem uma história a partir dos fatos vividos por amigos em comum naquele verão: a visita da japonesa Moko e seu irmão Ryu ao Brasil. Moko reencontraria no Brasil uma amiga paulista, a modelo Tê, que conheceu em Tóquio, porém antes de reencontrar a amiga, Moko acaba conhecendo e iniciando um romance com LP, ex-namorado da modelo, pelo qual ela ainda é apaixonada. O relacionamento do quarteto revolucionará a vida dos quatro jovens que inventarão num apartamento em Ipanema um novo paraíso. A empregada do autor passa a freqüentar esse apartamento, a mãe de Tê, recém separada também. Uma nova vida vai se desenhando para esses personagens numa trama onde lembranças do Japão misturam-se a um Rio de Janeiro poético e idílico. Os personagens navegam e são sugados por um mar de informações do mundo contemporâneo globalizado e veloz, eles parecem sair e entrar em revistas, instalações artísticas e comerciais de tevê. Num mundo de referências, Moko no Brasil parece inventar um novo país onde é possível ser feliz".

* pela Aeroplano Editora

* pela Aeroplano Editora
domingo, 9 de junho de 2013
sábado, 8 de junho de 2013
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Ai...
"Ai Mouraria
dos rouxinóis nos beirais,
dos vestidos cor-de-rosa,
dos pregões tradicionais.
Ai Mouraria das procissões a passar,
da Severa em voz saudosa,
da guitarra a soluçar."
dos vestidos cor-de-rosa,
dos pregões tradicionais.
Ai Mouraria das procissões a passar,
da Severa em voz saudosa,
da guitarra a soluçar."
domingo, 2 de junho de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
A Praça
A sentença de morte de uma praça, por Ignez Barretto e Newton Carvalho
Ignez Barretto e Newton Carvalho, moradores de Ipanema
A Construtora Norberto Odebrecht (CNO), empresa líder do Consórcio Rio Barra, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e o INEA já sabiam que a aplicação do método vala aberta ou invertida na construção da estação do metrô na praça N. Sra. da Paz, em Ipanema, seria a sentença de morte deste importante patrimônio ambiental, histórico e social, e também que o método subterrâneo é perfeitamente viável e factível no subsolo do local.
A empresa do grupo inglês (CH2M Hill \ Halcrow) apresentou um projeto ruim tanto pela total despreocupação com o meio ambiente, a sustentabilidade do bairro, assim como pelo aspecto social da praça que com os acessos mal localizados matarão também a sua função de praça, essencial para a comunidade.
Essa empresa não teve o menor cuidado em ouvir a população, respeitar o tombamento da praça, preservar o patrimônio histórico, cultural, ambiental e a sustentabilidade do bairro, entre outros pontos.
O lançamento intensivo de lama bentonítica no subsolo, exigido pela vala aberta, termina deixando o terreno remanescente como uma espécie de “massa cimentada”.
O resultado é que mesmo as árvores que não serão cortadas e todas de dentro e do entorno da praça, nas ruas Barão da Torre, Maria Quitéria, Visconde de Pirajá e Joana Angélica, poderão acabar mortas.

Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
É bom lembrar que na Rua Barão da Torre, mais ou menos um ano após o final das obras da estação de metrô General Ozório, estranhamente todas as árvores da rua morreram.
Segundo a CNO, a adoção agora do método subterrâneo “arco celular” pode implicar no atraso de 12 meses para a entrega da Estação Nossa Senhora da Paz. Ora, a população vem há quase um ano propondo a mudança no método. Por que não foi ouvida?
E nós sabemos que ainda há tempo para alternativas, sem alterar muito os custos e a infraestrutura montada para a operação do TBM.
A estação de metrô "Venezia", em Milão, com acabamentos, escadas rolantes, bilheteria e tudo mais. custou 56 milhões de euros, ou seja, R$ 145.600 milhões, preço bem diferente do que está afixado nas placas da obra na N. Sra. da Paz!
A falta de transparência, o desprezo pelo diálogo e pela opinião da população, a incompetência e o sentimento de impunidade estão assinando a sentença de morte da praça e mais grave ainda, a da cidadania, que no caso tem sido exercida exemplarmente.
domingo, 21 de abril de 2013
Radovan Ivsic_Brioni_tradução Eclair Antonio Almeida Filho
Para Annie
Os cervos são borboletas
as borboletas são peixes
os peixes são claridade
a claridade é morte
a morte é laranja
a laranja é vulcão
o vulcão é feno
o feno é elefante
o elefante é afogamento
o afogamento é riso
o riso é montanha
a montanha é anel
o anel é solidão
a solidão é areia
a areia é roda
a roda é terremoto
o terremoto é cílios
os cílios são cascata
a cascata é bigorna
a bigorna é lembranças
as lembranças são vermelho
o vermelho é chicote
o chicote é fim
o fim é mel
o mel é nuvem
a nuvem é o infinito
o infinito é infinito
in Ilustríssima/Folha
segunda-feira, 8 de abril de 2013
domingo, 7 de abril de 2013
sexta-feira, 29 de março de 2013
quinta-feira, 28 de março de 2013
Clô!
Fizemos um desfile juntos... ele está aqui:
http://albertorenault.com.br
no link acima cliquar em Moda/Huis Clos: da época em que Sartre ditava moda...
http://albertorenault.com.br
no link acima cliquar em Moda/Huis Clos: da época em que Sartre ditava moda...
domingo, 17 de março de 2013
Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira_as visitas que estamos hoje_do autor para o autor:
"dizer tranquilamente: já morri
(as palavras se encontram no vazio)
então, este equilíbrio puro, em nada
é simples como andar de bicicleta
mas ouço: estou aqui, aqui aqui
eco no espaço aberto, um assovio
persistente no vento, uma guinada
brusca do rosto, em voz que me incompleta
- voltado para mim, irei perdido
pelas trilhas escuras de mim mesmo
até imaginar o outro, e sê-lo
neste passeio inútil, sem ter sido
aquele outro eu mesmo, mas eu mesmo
sei que pedalo para o atropelo"
ed. Iluminuras_2012
(as palavras se encontram no vazio)
então, este equilíbrio puro, em nada
é simples como andar de bicicleta
mas ouço: estou aqui, aqui aqui
eco no espaço aberto, um assovio
persistente no vento, uma guinada
brusca do rosto, em voz que me incompleta
- voltado para mim, irei perdido
pelas trilhas escuras de mim mesmo
até imaginar o outro, e sê-lo
neste passeio inútil, sem ter sido
aquele outro eu mesmo, mas eu mesmo
sei que pedalo para o atropelo"
ed. Iluminuras_2012
sexta-feira, 15 de março de 2013
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