segunda-feira, 29 de abril de 2013

A Praça


A sentença de morte de uma praça, por Ignez Barretto e Newton Carvalho

Ignez Barretto e Newton Carvalho, moradores de Ipanema
A Construtora Norberto Odebrecht (CNO), empresa líder do Consórcio Rio Barra, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e o INEA já sabiam que a aplicação do método vala aberta ou invertida na construção da estação do metrô na praça N. Sra. da Paz, em Ipanema, seria a sentença de morte deste importante patrimônio ambiental, histórico e social, e também que o método subterrâneo é perfeitamente viável e factível no subsolo do local.
A empresa do grupo inglês (CH2M Hill \ Halcrow) apresentou um projeto ruim tanto pela total despreocupação com o meio ambiente, a sustentabilidade do bairro, assim como pelo aspecto social da praça que com os acessos mal localizados matarão também a sua função de praça, essencial para a comunidade.
Essa empresa não teve o menor cuidado em ouvir a população, respeitar o tombamento da praça, preservar o patrimônio histórico, cultural, ambiental e a sustentabilidade do bairro, entre outros pontos.
O lançamento intensivo de lama bentonítica no subsolo, exigido pela vala aberta, termina deixando o terreno remanescente como uma espécie de “massa cimentada”.
O resultado é que mesmo as árvores que não serão cortadas e todas de dentro e do entorno da praça, nas ruas Barão da Torre, Maria Quitéria, Visconde de Pirajá e Joana Angélica, poderão acabar mortas.

Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia

É bom lembrar que na Rua Barão da Torre, mais ou menos um ano após o final das obras da estação de metrô General Ozório, estranhamente todas as árvores da rua morreram.
Segundo a CNO, a adoção agora do método subterrâneo “arco celular” pode implicar no atraso de 12 meses para a entrega da Estação Nossa Senhora da Paz. Ora, a população vem há quase um ano propondo a mudança no método. Por que não foi ouvida?
E nós sabemos que ainda há tempo para alternativas, sem alterar muito os custos e a infraestrutura montada para a operação do TBM.
A estação de metrô "Venezia", em Milão, com acabamentos, escadas rolantes, bilheteria e tudo mais. custou 56 milhões de euros, ou seja, R$ 145.600 milhões, preço bem diferente do que está afixado nas placas da obra na N. Sra. da Paz!
A falta de transparência, o desprezo pelo diálogo e pela opinião da população, a incompetência e o sentimento de impunidade estão assinando a sentença de morte da praça e mais grave ainda, a da cidadania, que no caso tem sido exercida exemplarmente.

domingo, 21 de abril de 2013

Radovan Ivsic_Brioni_tradução Eclair Antonio Almeida Filho



Para Annie

Os cervos são borboletas
as borboletas são peixes
os peixes são claridade
a claridade é morte
a morte é laranja
a laranja é vulcão
o vulcão é feno
o feno é elefante
o elefante é afogamento
o afogamento é riso
o riso é montanha
a montanha é anel
o anel é solidão
a solidão é areia
a areia é roda
a roda é terremoto
o terremoto é cílios
os cílios são cascata
a cascata é bigorna
a bigorna é lembranças
as lembranças são vermelho
o vermelho é chicote
o chicote é fim
o fim é mel
o mel é nuvem
a nuvem é o infinito
o infinito é infinito

in Ilustríssima/Folha

segunda-feira, 8 de abril de 2013

quinta-feira, 28 de março de 2013

Clô!

Fizemos um desfile juntos... ele está aqui:
http://albertorenault.com.br
no link acima cliquar em Moda/Huis Clos:  da época em que Sartre ditava moda...


domingo, 17 de março de 2013

+ blog breve...

Luiz Fernando Vianna_Um mundo particular_O autismo na era da indignação

ARTIGO NA FOLHA/ILUSTRÍSSIMA AQUI

Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira_as visitas que estamos hoje_do autor para o autor:

"dizer tranquilamente: já morri
(as palavras se encontram no vazio)
então, este equilíbrio puro, em nada
é simples como andar de bicicleta
mas ouço: estou aqui, aqui aqui
eco no espaço aberto, um assovio
persistente no vento, uma guinada
brusca do rosto, em voz que me incompleta
- voltado para mim, irei perdido
pelas trilhas escuras de mim mesmo
até imaginar o outro, e sê-lo
neste passeio inútil, sem ter sido
aquele outro eu mesmo, mas eu mesmo
sei que pedalo para o atropelo" 

ed. Iluminuras_2012

sexta-feira, 15 de março de 2013

sexta-feira, 1 de março de 2013

Casa Brasileira_em Milão_9 -14 de Abril_Giornale_it


il Giornale, ultime notizie

milanoArchitettura e design, dal Brasile progetti fra psicologia e arte

Brazil S/A, la finestra sulla cultura e sul design brasiliano, torna a Palazzo Affari ai Giureconsulti dal 9 al 14 aprile e si fa portavoce delle concezioni dei più celebri maestri brasiliani fra psicologia, materiali e arte


La finestra sulla cultura e sul design Brazil S/A torna a Milano, a Palazzo Affari ai Giureconsulti dal 9 al 14 aprile e si fa portavoce delle concezioni di design e di architettura dei più celebri maestri brasiliani che nel loro lavoro cercano di entrare nell'anima e nei desideri dei committenti.
Durante i giorni dedicati a Brazil S/A, saranno i progetti realizzati dai più famosi designer verdeoro a illustrare "in diretta" lo stile dell’architettura made-in-Brazil e la loro interpretazione di design grazie alla collaborazione di baba Vacaro e del programma tv "Casa Brasileira".
E' un percorso intrigante che si snoda attorno a progetti e realizzazioni, tutto da scoprire. Il filo conduttore che unisce la famiglia di architetti Bernardes a partire da Sergio, passando per Claudio e arrivando a Thiago, è il modo di concepire il lavoro: l’architetto, il progettista, è infatti quasi uno psicologo che entra in contatto profondo con il committente per indagarne le esigenze e l’animo restituendo spazi che privilegiano l’armonia tra l’ambiente interno e esterno e rispecchiano il modo di vivere dei proprietari. Per Sergio Bernardes sono i desideri la linfa vitale del progetto. L’architetto si nutre del piacere di progettare per dare piacere a chi vivrà materialmente gli spazi.
Questa filosofia si riflette sull’appartamento affacciato sulla bella spiaggia di IpanemaRio de Janeiro ristrutturato da Claudio Bernardes per Paula Lavigne, produttrice cinematografica brasiliana e il cantante Caetano Veloso. Una casa dove colori, luci, arredi parlano lo stesso linguaggio del mare, in una continuità visiva e percettiva armonica. Il pavimento sembra essere fatto con la sabbia di Ipanema, dello stesso caldo colore dorato che si riflette sui muri, sui divani. Il mare all’interno è richiamato dai toni dei dipinti alle pareti, dal tavolo in cristallo nella sala da pranzo affacciata sulla spiaggia. Lo studio Bernardes & Jacobsen ha all’attivo più di 100 progetti residenziali, ristoranti, imprese, uffici, negozi, condomini e resort di lusso in Brasile e nel mondo.
materiali per creare oggetti dal design unico sono invece al centro della ricerca dei fratelli Campana, Fernando e Humberto. Il designer è un ricercatore, un plasmatore di materia che "scrive poesia per l’industria", in una combinazione unica di semplicità, ironia, poetica, innovazione, manualità e eleganza.
Pazienza è la parola chiave per Isay Weinfeld, architetto paesaggista che solo nel 2009 ha guadagnato più di 15 premi di architettura, tra cui il Future Project Awards a Cannes. Weinfeld procede nella fase progettuale a interrogare il cliente per definire gli elementi base che guideranno idee e creatività. L’architetto è un interprete, che legge tra le righe di quello che le persone dicono, un conversatore paziente. Per questo un progetto, anche inserito in una città eclettica come San Paolo, deve mantenere una propria identità.
Per Sergio Rodrigues l’architettura è arte e come ogni forma d’arte ha qualcosa di impalpabile da comunicare che emoziona: il designer come artista e comunicatore di emozioni. Rodrigues è uno dei maggiori esponenti del design brasiliano di cui ha contribuito a costruirne la storia con più di 50 anni di carriera all’attivo e 1.200 modelli di mobili e oggetti di arredo diffusi nelle case e nei musei del mondo. Questo è il suo tratto distintivo, che all’inizio della sua professione segna una svolta di innovazione nella tradizione. L’architettura brasiliana, infatti, era concentrata per lo più verso la progettazione di edifici e Sergio va oltre e riempie un vuoto nel design di arredi partendo dal disegno per far emergere in tre dimensioni le sue idee che prendono forma soprattutto grazie all’utilizzo del legno nazionale.

Paulo Leminski

"Aqui jaz um grande poeta. 
Nada deixou escrito. 
Este silêncio, acredito, são suas obras completas."

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

sábado, 23 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Paulo Leminski

"jardim da minha amiga
todo mundo feliz
até a formiga"

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Machado de Assis_Esaú e Jacó_cap. XXXII

Largo do Machado antigamente

"- Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete,o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas."

Maddie Book Tour

Maddie Book Tour! from This Wild Idea on Vimeo.

Veríssimo_Bilhar

ler crônica aqui...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A Foto_2003_ou: a palavra de hoje!


"- Quer uma foto minha? 
- Pra quê? 
- Puxa...pra guardar... de lembrança... eu tou indo embora!
- É tudo que você vai deixar? uma foto. 
- Quer mais o quê? 
- Duas. "

* há uma década - em 2003 - escrevi uma pequena novela chamada "A Foto" (Ed. Objetiva); foi bem antes do Instagram e do FB. E exercitei no livro um formato: a descrição de fotos ou o Instagram "avant la lettre": 


"Do alto do edifício Itália fotografei F. - vestido de cinza, estava da mesma cor do céu. Era só um rosto voando no céu da cidade". 

Abrindo portas para a nova idade, citei Décio Almeida Prado no final do narrativa: 


"Felizmente a minha idade, se me permite ainda fazer perguntas, desobriga-me de lhes dar respostas. Liberado pela velhice, já sem ter a preocupação de parecer moderno, não tendo mas a obrigação moral e profissional de rever periodicamente os meus conceitos e reciclar a minha biografia, posso finalmente dar-me ao luxo de ser apenas eu mesmo."

...e o livro, com título tão emblemático dos tempos que correm, termina assim: 

"Para F.:
Lembro de você - agora de manhã - com saudades. 
Essas fotos e palavras são suas. 
Dedicatória
no fim."

...a fotografia: a palavra
 de hoje!









sábado, 16 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013